VOLEIBOL
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES a alto nível, o ritmo delas vai acabar por quebrar mais cedo ou mais tarde.
A final do campeonato é uma reedição da final da Taça de Portugal. Estudaram muito esse jogo? Os treinadores fazem esse trabalho de forma fantástica, cortam os vídeos, preparam as técnicas, dão-nos um plano escrito e nós só temos de o colocar em prática dentro do campo. Estudamos todos muito para estarmos preparados para os jogos que se avizinham.
Falando da Taça, qual foi a sensação de erguer o primeiro troféu de azul e branco? Foi incrível. Os festejos foram fantásticos e a volta ao estádio foi muito emocionante. Nunca me tinha sentido assim e já joguei em muitos países. Entretanto soube que já se passaram muitos anos desde que uma equipa fez a dobradinha em Portugal, mas nós queremos contrariar essa tendência.
Como foram os festejos no balneário? Não sei se posso contar isto [ risos ]. Havia montes de cerveja por todo o lado, ninguém escapou ao banho. Foi incrível. Celebrámos muito, dançámos muito, rimos muito e abraçámo-nos muito. Foi isto que me trouxe até aqui e, agora que cá estou, não poderia estar mais agradecida por ter tomado esta decisão.
A conquista da Taça foi fruto da exigência portista? Adoro a pressão de trabalhar para ficar em primeiro lugar e ganhar todos os jogos. É muito diferente jogar num clube que tenta ser campeão ou num clube que quer ser campeão. Não tive muitas dificuldades em adaptar-me a esta exigência e contei com o apoio de muita gente que nos ajuda a atingir os nossos objetivos.
Antes de jogar no FC Porto, passou por Croácia, Alemanha, Itália e Eslovénia. Como descreveria o seu percurso? Teve muitos altos e baixos. Sofri uma grave lesão no joelho quando estive na Alemanha e tive de ser operada. A minha recuperação foi muito lenta e, quando voltei, não me sentia da mesma forma. Tive de começar do zero e demorei muito a voltar à forma. Foi um caminho longo, mas estou muito grata por ter conseguido e acho que hoje sou uma jogadora muito diferente para melhor.
Gostava de ser treinadora no final da carreira? A minha mãe tem um clube de voleibol e foi a minha primeira treinadora. Ser treinadora é sempre uma opção, mas por enquanto ainda não penso nisso, porque estou focada em jogar. É algo que até me imagino a fazer mais tarde, veremos onde o futuro me leva.
Em que país mais gostou de jogar? Em Portugal, isso é inegociável. Não só pelo país em si, mas pelo clima, pela cidade, pelo clube e pelas pessoas. Esta está a ser a minha melhor época até agora.
O que acha do voleibol português? Fiquei muito surpreendida com o nível do campeonato português, diria que está ao nível da liga francesa. Os resultados são muito imprevisíveis e as equipas de topo da tabela são todas muito equivalentes. Nenhuma equipa é fácil de bater e é preciso estar a 100 % para ganhar. Fico feliz por jogar num campeonato tão desafiante.
Diria que o seu perfil encaixou que nem uma luva nesta liga e no FC Porto? Gosto de pensar que sim. Sou uma pessoa muito animada, mas nos jogos mostro outra versão. Sempre joguei assim e é essa garra que me motiva. Além disso, quando temos adeptos como estes, a nossa raça sobressai ainda mais.
Tem sido essa a chave para o sucesso? Acho que sim, mas não só. A forma como trabalhamos, as condições que temos, o apoio dos adeptos e a força da equipa têm sido a chave para que façamos bons jogos. Acho que tudo isto se tem refletido dentro de campo. Além disso, temos um ritual, ouvimos sempre a mesma música no final de todos os jogos e acho que isso nos dá sorte.
Qual é a música? A“ Golden”, das Guerreiras do KPop.
Que sonhos que lhe faltam cumprir? Ganhar o título nacional pelo FC Porto com muita energia e amor.
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