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ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
A BALIZA COMUM
Há poucas posições tão solitárias como a de guarda-redes, o que tornou ainda mais feliz a imagem deixada pela segunda edição do Luvas de Ouro no Olival. O FC Porto reuniu cerca de 80 guardiões de diferentes modalidades e escalões numa tarde em que as diferenças de baliza e de rotina nunca esconderam o essencial: o mesmo peso, a mesma coragem e uma forma muito própria de entender o jogo.
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CTFD Jorge Costa recebeu a segunda edição do Luvas de Ouro, uma iniciativa que reuniu cerca de 80 guarda-redes do FC Porto e alargou o encontro do futebol às modalidades de pavilhão. Entre guardiões, treinadores e jovens atletas, a tarde de 7 de abril serviu para aproximar mundos diferentes, mas nem por isso distantes. Mudam as balizas, mudam os materiais, fica a mesma exigência de quem vive a posição com“ espírito de sacrifício e trabalho”, como resumiu Diogo Almeida. Responsável pelo Departamento de Guarda-Redes, o técnico considerou o momento“ muito marcante” e destacou a riqueza de uma partilha em que os guarda-redes de futebol puderam cruzar experiências com os de hóquei em patins e de andebol.“ Usamos todos o mesmo símbolo, temos a mesma posição e os objetivos são os mesmos”, lembrou, revelando ainda que já ficaram combinadas visitas recíprocas aos treinos, um sinal de que o interesse“ foi espontâneo” e de que a ideia produziu efeito imediato. A mesma convicção ecoou entre as modalidades. Xavi Malián falou de“ um prazer” por conhecer pessoalmente os restantes guarda-redes do clube e deixou uma das melhores sínteses da tarde:“ Mesmo que as balizas sejam diferentes e os desportos também, a mentalidade é igual.” Também Nélson Filipe sublinhou a curiosidade demonstrada pelos mais novos perante realidades menos familiares, enquanto Telmo Ferreira elogiou“ uma iniciativa excelente” e defendeu que há sempre espaço para“ aprender um pouco com toda a gente”. A presença dos guarda-redes da equipa principal de futebol deu ainda mais densidade simbólica ao encontro. Diogo Costa confessou ser“ muito gratificante poder receber os miúdos e ver a alegria deles”, ao passo que Cláudio Ramos preferiu fixar a ideia maior:“ O FC Porto é uma família.” Já João Costa, apaixonado por hóquei em patins, reforçou a noção de unidade com uma frase simples e certeira:“ Para nós, só há um FC Porto.” Numa posição tantas vezes solitária, o clube encontrou assim uma forma particularmente feliz de lembrar que, no fundo, ninguém defende sozinho.
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