Dragões #472 Mar 2026 | Page 67

BASQUETEBOL
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
É sempre mais difícil chegar a uma equipa a meio da época? Depende da magnitude da equipa, do contexto no qual vamos entrar e daquilo que o treinador e os colegas esperam de ti. Apenas tenho de me focar em mostrar o meu talento e estar preparado para jogar. No fundo, estar preparado para tudo o que envolve chegar a uma equipa nova.
Depois da grande época que fez em Guimarães, foi fácil escolher regressar a Portugal? Portugal é um país lindo e sempre quis jogar no FC Porto, mas o Vitória deu-me a oportunidade de mostrar o meu talento. Regressei a Portugal para tentar ganhar o campeonato e mostrar o meu talento a alto nível num grande clube, num clube altamente profissional. Quis fazer uma mudança na minha carreira, por isso é que estou aqui.
Tinha outras possibilidades além do FC Porto quando estava na Roménia? Tinha outras opções, mas o treinador Fernando Sá deu-me a oportunidade, falou-me muito bem de tudo e respeito a chamada que me fez. Ligou-me quando estava em casa e acho que a conversa correu bem, por isso é que estou aqui. Estou aqui para ajudar a equipa a ganhar, pois tudo o que quero é ganhar.
Como tem sido trabalhar com o treinador Fernando Sá? É fácil. É um treinador duro, não nos permite fazer qualquer coisa e não nos deixa escapar com nada, mas só quer o melhor de nós. Em todos os treinos e em todos os jogos, por isso é que tenho um respeito tão grande por ele. Tê-lo por perto torna as coisas mais fáceis para mim para jogar basquetebol aqui.
Que grupo de homens encontrou aqui? Já conhecia alguns, pois o Miguel Maria já estava cá, tal como o nosso capitão Miguel Queiroz e o João Guerreiro. Joguei contra eles e sempre senti que a ligação entre eles era forte. Quis juntar o meu talento a eles e divertir-me em campo.
Acredita que a equipa ainda não atingiu o máximo do seu potencial? Acredito que estamos a tornar-nos
“ Regressei a Portugal para tentar ganhar o campeonato e mostrar o meu talento a alto nível num grande clube, num clube altamente profissional.”
melhores do que éramos antes. Desde o início da época até ao momento em que cheguei, acredito que as coisas não estavam fáceis, mas sinto que a equipa ficou mais forte com as mudanças feitas pelo treinador. Mesmo com algumas lesões, mantivemos a nossa cabeça erguida e fomos bem preparados para todos os jogos. Sinto que agora estamos a tornar-nos uma equipa na verdadeira aceção da palavra e o balneário está a melhorar. Respeitamo-nos muito uns aos outros e todos lutamos pelo mesmo objetivo. Acredito que estamos a tornarnos naquilo que o treinador quer.
Com toda a gente saudável, quais considera serem os pontos fortes da equipa? Temos tudo o que é preciso, apenas depende da forma como vamos lá para dentro jogar. O treinador prepara-nos muito bem para executar o ataque e a nossa defesa está a melhorar muito jogo após jogo. Estamos a tornar-nos mais coletivos com o passar dos jogos e isso é fundamental para se ser uma boa equipa, uma equipa melhor. Todos somos um.
Nenhuma equipa é perfeita e a nossa também não, mas se soubermos juntar os nossos talentos, podemos fazer um bom trabalho nos Playoffs.
Mesmo sem o fator casa, o quão longe pode ir o FC Porto nos Playoffs? Em casa ou fora, podemos ganhar o campeonato. O treinador Fernando Sá prepara-nos para disputar cada jogo e a nossa mentalidade é de que estamos prontos para defrontar qualquer adversário.
É muito diferente jogar a fase regular e os Playoffs? É diferente, até a atmosfera é diferente. São os adeptos … Cada posse de bola é importante, cada lançamento é importante e é para esses momentos que as equipas trabalham. Temos de nos manter unidos da primeira à última posse de bola, mas sinto que estamos a tornarnos uma equipa mais consistente do primeiro ao último segundo. Acredito que podemos ganhar o campeonato.
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