Dragões #472 Mar 2026 | Page 41

FUTEBOL
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
Mateus Mide em modo de crescimento acelerado, à chuva e à altura da exigência da equipa principal. esteve recentemente connosco”. Mas nem só entre as duas equipas profissionais se faz esta ponte de crescimento futebolístico. Em 2025 / 26, já 25 jogadores dos juvenis e dos juniores puderam mostrar-se na equipa B, o que dá a perceção de que outros“ com 20 ou 21 anos já não são assim tão jovens”. As necessidades são diferentes, até porque“ há vários fatores na formação, como o domínio do FC Porto nos diferentes escalões, que acabam por não estar tão presentes no jogo” dos mais novos, mas“ a simbiose entre os mais velhos e os que estão no processo de formação com 16 ou 17 anos é fundamental” na ótica de João Brandão, que trabalha o plantel para que seja“ competente em todos os momentos, mas com esta irreverência dos jovens”.
O Melhor Treinador da Segunda Liga em fevereiro admite que“ é um desafio diário preparar um jogo com tantas alterações, mas o orgulho é maior do que isso” e“ nada serve de desculpa” porque“ representar o FC Porto é a maior de todas as motivações”. Mesmo com a permanente troca entre escalões, os resultados estão à vista. Ao cabo das primeiras sete jornadas da fase de Apuramento do Campeão, tanto os juniores, como os juvenis e os iniciados são líderes isolados nos respetivos escalões, o que leva o técnico dos“ bês” a atribuir“ muito mérito ao trabalho feito na formação”:“ São muitos os jogadores de idade sub-18 e sub-19 que se estreiam, que marcam e que jogam de uma forma muito entusiasmante, o que nos deixa otimistas para o futuro. Isso tudo exige tempo e trabalho, mas trabalho não tem faltado e eles dedicaram-se muito desde o primeiro dia. Estamos aqui para os estimular e provocar quando é necessário para que eles não se acomodem e queiram sempre mais. O nível de exigência que queremos que eles atinjam é muito alto, é a equipa A do FC Porto”. Os princípios estão bem delineados e Sérgio Ferreira garante que“ todos saem a ganhar” desta“ experiência que dá riqueza e capacidade e que aporta dimensão aos treinadores e aos jogadores”. O líder dos sub-19 não tem dúvidas de que“ o foco está nos jogadores” e a missão é“ olhar para eles como um processo individualizado e perceber qual é o melhor momento para que cada um possa continuar o crescimento e a evolução”.
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