LIGA EUROPA
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
PROTAGONISTAS PARA TER DEBAIXO DE OLHO
5O FC Porto vai reencontrar um Forest de traço vincado, físico, vertical e com gente para decidir em todas as zonas. Estes são os nomes que moldam o jogo dos Reds: do 9 que vive na área ao 10 que dá ordem ao caos, passando pelo muro que guarda Matz Sels ou Stephan Ortega. O Forest mistura potência e critério e esta amostra explica por que razão os Tricky Trees têm sempre
TEXTO de ALBERTO BARBOSA e PEDRO DINIZ algo preparado para o próximo lance.
Sorriso tranquilo, argumentos de sobra: Igor Jesus chega ao duelo com o FC Porto como melhor marcador da Liga Europa, com sete golos no bolso.
Murillo, a muralha vermelha que protege a baliza e o guardaredes do Nottingham Forest.
Quando pensamos em desporto neozelandês, o primeiro nome que nos ocorre é o dos“ All Blacks”, a mítica seleção de râguebi que marcou uma era, mas no City Ground o“ impacto” tem outro nome: Chris Wood, um target-man clássico que domina o espaço aéreo, fixa centrais e ataca. Na época passada, foi letal na Premier League, apontando 20 golos, muitos deles ao primeiro toque, a selar cruzamentos tensos ou segundas bolas na pequena área. É referência posicional e barómetro emocional do Forest. Chegado no verão integrado na“ ponte” Botafogo-Nottingham, que trouxe com ele John Victor e Jair Cunha, Igor Jesus fez-se anunciar com quatro golos nas duas primeiras titularidades e é hoje o melhor marcador da Liga Europa, com sete remates certeiros. O segredo do brasileiro está no posicionamento, esconde-se entre linhas, surge sobretudo ao segundo poste e finaliza limpo, fazendo uma leitura de movimentos simples que dá golos difíceis. Se a orquestra toca, Morgan Gibbs- White é o maestro. O camisola 10 junta qualidade técnica a timing de passe e raio de ação generoso. Em 2024 / 25, somou sete golos e oito assistências na liga: entrelinhas para receber, virar de frente e escolher entre servir o ponta, soltar no ala ou atacar ele próprio a zona de finalização. É quem mete lógica no caos. Formado entre o Sutton United e o
Newcastle, Elliot Anderson explodiu no arranque da temporada, chegando à pré-convocatória inglesa. Contratado em 2024 por mais de 40 milhões de euros, oferece capacidade física para encher o meio-campo e chegada à área para ocupar o espaço vazio. Tem motor, lê o jogo e já desperta interesse dos gigantes britânicos. À frente dos guarda-redes Sels e Ortega ergue-se Murillo: 130 duelos ganhos e dois golos marcados na última edição da Premier League revelam presença nas duas áreas. Esquerdino, confia na condução para quebrar linhas e tem passe vertical para acelerar a primeira fase de construção. Físico imponente, tempo de entrada e uma serenidade que contagia.
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