VOLEIBOL
FEVEREIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ Treinamos muitas horas no duro e trabalhamos todos os fundamentos do jogo. A par disso, temos os adeptos que criam sempre uma atmosfera incrível e uma grande equipa que só pensa em ganhar tudo.”
para cima antes de todos os jogos. A Ana Rui [ Monteiro ] também.
Como lidaram com a primeira derrota nas competições nacionais? Foi muito difícil. A semana seguinte foi complicada, apesar de sabermos que podia acontecer, até porque não somos a única boa equipa, mas não estamos habituadas a perder e custa sempre. Depois tivemos o jogo contra o Sporting de Braga e usamos isso como uma força para ganharmos.
Qual é o segredo desta equipa? Treinamos muitas horas no duro e trabalhamos todos os fundamentos do jogo. A par disso, temos os adeptos que criam sempre uma atmosfera incrível e uma grande equipa que só pensa em ganhar tudo.
É possível manter este nível até ao final da época? Não pensamos noutra coisa. A equipa técnica está a fazer um excelente trabalho para nos manter em forma, por isso diria que é possível.
Quais são as expectativas para a final four da Taça? Era muito importante eliminar o Sporting, agora vamos defrontar o Colégio Efanor e queremos muito chegar à final. Vai ser um jogo difícil, mas não tenho a menor dúvida de que vamos conseguir.
O número de nacionalidades no balneário confere mais versatilidade à equipa? Mais do que isso, acho que a experiência de cada jogadora acaba por ajudar. Temos atletas que já jogaram em muitas ligas e essa experiência, quando é misturada numa só equipa, traz frutos.
O que é que a Saška acrescenta à equipa? Energia. Tento ajudar as minhas companheiras em todos os momentos, mesmo que a minha posição não seja a melhor para isso, mas tento ajudar com blocos e tenho sempre uma palavra amiga a dar.
Para quem não entende tanto de voleibol, pode parecer que as centrais não estão tão envolvidas no jogo. Qual é vosso papel? Estamos muito mais envolvidas do que possa parecer. O nosso principal dever é o bloco e, por isso, somos a primeira linha da defesa. Passamos a vida a saltar e acabamos por não ter bola para atacar, porque dependemos da receção e do passe, mas também somos jogadoras muito completas.
Como tem sido trabalhar com o Miguel Coelho? Gosto de absorver o conhecimento dos diferentes treinadores e o Miguel Coelho é uma pessoa muito atenta. Pode ficar dias inteiros a estudar táticas, a falar com outros treinadores e a tentar construir a melhor equipa possível. É muito bom trabalhar com ele.
Por que escolheu o voleibol e não outro desporto qualquer? Quando era mais nova, toda a gente me dizia que devia jogar andebol e o meu avô até me chegou a inscrever, mas não era para mim. Mais tarde, a minha prima começou a jogar voleibol e eu decidi juntar-me a ela e experimentar. Foi assim que tudo começou.
Quem são as suas referências? As centrais sérvias Milena Rašić e Stefana Veljković. Sempre quis ser igual a elas e olho para elas como uma inspiração.
E no balneário? Todas as minhas companheiras são uma inspiração e ajudam-me diariamente. Quando falamos de jogar à Porto, a Joana Resende é o maior exemplo. Ela tem esse espírito e mostra-nos como nos devemos comportar. Sinto que já começo a aprender, especialmente no final de cada jogo, quando os adeptos cantam para nós e falam connosco.
Qual é a sensação de representar a seleção de Montenegro? Amo muito o meu país e poder representá-lo significa muito para mim. Temos uma seleção jovem e este é o primeiro ano em que vamos disputar o Europeu. Estamos a tornarnos melhores ano após ano. Não há nada mais especial do que entrar em campo e ouvir o hino nacional.
O voleibol português é parecido com o montenegrino? Diria que não. Nós somos muito altas e o jogo é mais físico. Para terem uma ideia, eu meço 1,90 metros e nem sou das mais altas da seleção. Os portugueses são mais baixos, mas também são mais ágeis e rápidos. São dois estilos diferentes, mas são ambos muito bons.
Agora que joga no FC Porto, sentese mais perto de ser campeã? Não tenho a menor dúvida. Estou aqui para ser campeã e para ganhar a Taça de Portugal.
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