Dragões #469 Dez 2025 | Page 7

beneficiados, saem a terreiro e admitem-no; tudo o resto são casos normais do jogo.
Na época passada, frente ao Estoril, Pepê recebeu a bola nas costas da defesa e tinha caminho livre para marcar, mas viu Pedro Amaral lesionar-se na coxa. Em vez de continuar a jogada, Pepê parou, levantou a bola e chamou a equipa médica, demonstrando preocupação com o adversário. Esse gesto deu a volta ao mundo e foi reconhecido pela Liga e pela FPF como o ato de fair play do ano.
Os 12 minutos de falha do VAR e a decisão incompreensível tomada de seguida deveriam ser suficientes para uma revolução e uma auditoria profunda à tecnologia VAR e aos critérios de decisão arbitral adotados esta época, mas também deveriam ter sido suficientes para fazer refletir o capitão do Sporting e levá-lo a admitir que é feio cair na área e ganhar indevidamente um penálti ao toque de um dedo na cara. Ao fazê-lo seria efetivamente diferente, ao ignorá-lo acabou por ratificar o nível de hipocrisia em que vive o discurso do presidente do seu clube.
É por isso que, no caso do FC Porto, construímos uma dimensão identitária que nos distingue dos demais ao sermos, também nós, durante décadas o“ Homem na Arena” do futebol português, o bicampeão europeu e bicampeão mundial que em território nacional enfrenta todos os dias os poderes instalados e a desvalorização permanente dos seus jogadores, dos seus técnicos e dos seus feitos.
Entramos agora no período das festas com uma ideia simples e essencial: o FC Porto é mais forte quando está unido. O sonho do título não é um slogan; é um objetivo que se conquista com trabalho, rigor e coragem.
A todos os Portistas, desejo Boas festas, com saúde e serenidade. Que o novo ano nos encontre juntos, focados e ambiciosos. E que, como sempre, continuemos a fazer do Dragão a nossa“ Arena” onde se luta contra tudo e contra todos!