Dragões #469 Dez 2025 | Page 69

OUTFIT DE BANCADA
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
É como se o poster de um jogo lendário tivesse sido passado a pente fino por um designer japonês e devolvido em camisolas, sweats, casacos e outros artigos que respiram Tóquio.
cruzam o azul e branco com o vermelho dos néones de Tóquio. É como se o poster de um jogo lendário tivesse sido passado a pente fino por um designer japonês e devolvido em camisolas, sweats, casacos e outros artigos que respiram Tóquio, neve e FC Porto ao mesmo tempo. Mais do que merchandising, é uma forma distinta de revisitar esse jogo inesquecível: menos arquivo, mais atitude; menos vitrine, mais rua. A coleção foi pensada para todos os ritmos do quotidiano portista. Há peças mais discretas, que deixam apenas um“ 87” ou um detalhe gráfico denunciar a inspiração, e outras em que a referência a Tóquio e à Taça Intercontinental se assume em grande plano, para quem gosta de vestir a memória sem medo de a mostrar. Seja num dia de jogo no Dragão, num passeio pela Baixa ou numa viagem ao estrangeiro,“ A Day in Tokyo” funciona como uma espécie de senha silenciosa entre portistas: quem sabe, reconhece. Já disponível nas FC Porto Stores e na loja on-line, a coleção chega acompanhada por uma sessão fotográfica que ajuda a contar o resto da história. Longe do relvado, mas bem perto do espírito da campanha, o cenário escolhido foi o restaurante Ramen Me!, no Porto, onde o ambiente intimista, o vapor das tigelas e os detalhes de inspiração nipónica funcionam como extensão natural do conceito. O resultado são imagens que parecem ter sido captadas a meio caminho entre o Dragão e Shibuya( um dos bairros mais famosos de Tóquio, cheio de néons e gente), numa cidade que fala portuense, mas sonha, por momentos, em japonês. Entre um toque de Porto e outro de Japão,“ A Day in Tokyo” prova que há jogos que nunca acabam – apenas mudam de formato e continuam a ser usados, dia após dia, por quem mantém 1987 bem guardado na memória. Para uns, é a oportunidade de revisitar uma tarde histórica; para outros, a hipótese de vestir pela primeira vez uma página que só conheciam dos livros e das histórias de família. Em ambos os casos, o destino é o mesmo: um dia em Tóquio que cabe numa camisola e continua a fazer do FC Porto campeão do mundo todas as vezes que alguém a veste.
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