DE PAVILHÃO
TEMA DE CAPA
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
MODALIDADES
DE PAVILHÃO
Rafa
Seja qual for a modalidade, o FC Porto joga sempre para ganhar. Em 2024 / 25, nenhuma equipa venceu tanto como o hóquei em patins. Vinte e dois anos depois, o clube voltou a sagrar-se bicampeão nacional no desporto em que Portugal se pode orgulhar de ter a melhor seleção da Europa e o melhor campeonato do mundo. No fim da caminhada rumo ao 26.º título nacional, um nome sobressai com a força de quem já faz parte da mobília dos grandes momentos: José Rafael Soares Costa. Rafa, como todo o planeta do hóquei o conhece, representa o FC Porto há 12 temporadas. Chegou, ganhou espaço, ganhou estatuto e ganhou tudo o que havia para ganhar: Taças Intercontinentais, Ligas dos Campeões, Taças Continentais, Campeonatos Nacionais, Taças de Portugal, Supertaças e Elite Cups. Em 2024 / 25, num ano de verdadeira superação pessoal, conquistou o sétimo título nacional de Dragão ao peito e mostrou, mais uma vez, que no desporto o mais importante não é como começa. É como acaba. A distinção com o Dragão de Ouro chega, por isso, como um reconhecimento natural de uma carreira construída com rigor, ambição e uma ligação profunda ao emblema. Ao subir ao palco, Rafa fez questão de começar pelos outros:“ Queria, em primeiro lugar, deixar uma palavra de reconhecimento à Lila( Durão), ao( Diogo) Rêma e ao( Miguel) Queiroz, com a certeza de que este Dragão de Ouro ficaria igualmente bem entregue fosse qual fosse o vencedor.” Só depois falou de si:“ Este é, sem dúvida, o maior reconhecimento que eu poderia receber enquanto atleta. Desde que cheguei ao FC Porto trabalho diariamente com o objetivo de conquistar títulos para o nosso clube. Perceber que esse trabalho e essa dedicação são reconhecidos desta forma é, sem dúvida, um motivo de grande orgulho.” Seguiram-se os agradecimentos ao FC Porto“ na figura do seu presidente e da sua Direção” e a todos os sócios que votaram e lhe permitiram estar ali. Mas, como em tantas histórias de campeão, a base está em casa. Rafa recordou a família que“ desde muito cedo” lhe“ incutiu o gosto pelo hóquei em patins” e deixou um agradecimento especial à mulher,“ pelo apoio incondicional, sobretudo nos momentos mais difíceis”, e aos filhos,“ a maior força e maior motivação” para tentar fazer“ mais e melhor todos os dias”. O Dragão de Ouro é partilhado com quem partilha o balneário e o dia a dia.“ Aos meus colegas de equipa e restante staff, mais do que agradecer, quero partilhar este Dragão de Ouro com todos vocês e também com aqueles que, no final da época passada, seguiram caminhos diferentes”, afirmou o hoquista, sem esconder as dificuldades de uma época longa e exigente:“ Foi uma época dura, uma época em que passámos por muitas dificuldades, mas, no momento mais importante, soubemos ter o rigor necessário para cumprir com tudo aquilo que nos foi pedido graças à ambição de querermos sempre mais, à competência que nos fez ser melhores do que os nossos adversários e à paixão. Paixão por aquilo que fazemos, mas, acima de tudo, pelo emblema que trazemos ao peito.” Antes de se despedir, houve ainda espaço para nomear uma figura-chave da secção:“ Permitam-me apenas destacar aqui uma pessoa, o senhor Eurico Pinto. Ele é, sem dúvida alguma, o maior responsável por todo o sucesso desta secção nos últimos anos. Para ele, o meu muito obrigado.”
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