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Figura 21 - Elá Camarena (1992).
Desenho para o
catálogo SPEEDO/Brasil,
Copa do Mundo de 1994
(catálogo da SPEEDO, 1992)
existindo entre professores, um formato que prevaleça e que possa criar
designer de moda, como responsável pela criação ou pelo conceito da
uma única linguagem de comunicação entre os futuros profissionais de
coleção, tenha liberdade em desenhá-la livre do rigor técnico. Por sua
moda.
vez, não há necessidade do uso de ferramentas que possibilitassem um
A história da moda oferece exemplos e tem como apoio estudiosos do
desenho técnico mais preciso (Christo, 2010).
corpo e vestuário para chegar a conclusões em relação a sua construção.
Alguns desses exemplos foram utilizados por professores e pro-
nado ao campo da arte e por isso, um profissional criativo, desvincula-
fissionais para o desenho dedicado à confecção. Há professores e desig-
do das questões que envolvem o mercado e as necessidades do design.
ners de moda que utilizam o corpo humano ilustrativo como base para
Este profissional se assemelharia então, ao conceito de artista como um
o desenho técnico de coleções. Outros profissionais, como a pesquisa-
gênio, pertencente ao campo da arte (Christo, 2010), não precisando
dora, estão em busca de formatos que possam ser definidos como um
portanto, ter comprometimento com ferramentas gráficas que pudes-
padrão para ser utilizado, principalmente quando a coleção é desenvol-
sem impedir que ele se expressasse livremente.
vida em confecções distantes do processo de criação. (Camarena, 2011).
Outro aspecto relacionado ao desenho de moda se refere ao
Dener Pamplona de Abreu (1936 - 1978) e Clodovil Hernandes (1937 -
status que o designer representa perante a produção. Suspeita-se que o
2009), e os ilustradores de moda como Gibson e Penna tiveram um
De acordo com Christo (2010), o estilista de moda está relacio-
As primeiras gerações de designers de moda brasileiros como
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