De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 94
terrenos aqui, e nós passamos para onde estamos agora.
Interrogado sobre um antigo galinheiro onde ele teria ficado,
Frei Odorico respondeu:
Nós chegamos à rua Mariano de Abreu. A casa pequeni-
ninha era do Sr. Venâncio. À esquerda, havia um quar-
tinho melhor, mas, na minha frente, à direita, havia
três quartinhos pequenininhos. Naquele dia 13 de feve-
reiro [anunciava o dia 13, mas, na realidade, deve ser
dia 12, conforme já destacado anteriormente], entre as
galinhas, num quartinho, eu dormi no antigo galinheiro.
E complementou com o seu sotaque italiano:
Eu dormi nas galinhas. No outro quartinho pequeni-
ninho, havia um burrinho e foi lá que dormiu o frei
Samuel, enquanto, em outro cômodo, também com um gali-
nheiro, dormiu frei José.
Segundo relatos atuais de moradores do bairro da Pompeia,
a primeira refeição foi feita com o abate de algumas dessas gali-
nhas que estavam fadadas a servir de alimento para os frades
capuchinhos. Então, Frei Odorico continua:
Nós continuamos lá e não tínhamos coisa nenhuma, nem
panela, nem nada. A vovó do frei Benigno, nos primeiros
dois meses, na casa dele, nos preparava o jantarzi-
nho. Depois, nós compramos panela e tudo. Frei Antonio
de Gangi, que era um grande cozinheiro, comprava as
coisas e bastavam. Em 1942, passamos para três casas
neste atual quarteirão e ficamos até 1951, quando foi
construído o convento.
Enquanto escrevia, a 28 de maio de 1986, revendo a fita
gravada com Frei Odorico, ao fazer um adendo à entrevista
do dia 20 de maio, encontrei o seguinte: “Justamente, hoje, frei
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