De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 72
dinamismo e sacrifício não faltaram por parte do povo. A ideia
da construção de um novo templo, mais amplo e melhor locali-
zado, recebeu total aprovação do povo. A cidade crescia e o espí-
rito religioso se fazia notar a olhos vistos. A religiosidade se unia à
ufania de a cidade apresentar-se bem. Aliás, era comum, naquela
época, desde os tempos do Brasil colônia, uma espécie de “exibi-
ção” religiosa. As irmandades religiosas exibiam seus uniformes e
suas insígnias: medalhas, seus livros de reza, cruzes, estandartes,
etc... Era tudo natural, havendo certa competição interna. Ora,
nesse clima, o erguimento de um novo e solene templo era mais
do que natural. Iniciada em 1946, já em 1950 estava pronta e benta
a grande igreja dedicada, é claro, a São Francisco de Assis. Poste-
riormente, em 1956, junto a essa igreja, apareceu o convento, ou
seja, a moradia dos frades capuchinhos. Por tradição, entretanto,
a sede da paróquia ainda continua sendo a igreja Nossa Senhora
do Carmo. Por se achar ela afastada do centro da cidade, contudo,
o povo tem maior acesso à igreja de São Francisco, sendo ela a
igreja conventual. Todo domingo, ao menos uma missa é cele-
brada na sede da freguesia.
[[IMAGEM]]
Igreja de São Francisco: Carmo do Paranaíba
Arquivo dos Capuchinhos de MG – Foto de Roxane
Sídney
A obra dos frades teve grande repercussão no meio rural. A
população desse meio fez levantar dezenas de capelas, locais em
que, várias vezes durante o ano, são realizadas grandes festas,
principalmente, dos padroeiros locais. Em 1975, eram treze as
filiais da paróquia com assistência regular: São José, em Quin-
tino; São Sebastião, em Campinhos; Nossa Senhora da Abadia, em
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