De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Seite 132
comunidades religiosas femininas existentes na paróquia: as
irmãs batistinas, na antiga igrejinha da Abadia; as sacramenti-
nas, no bairro Vera Cruz e as do Monte Calvário, no sanatório da
Polícia Militar, no Taquaril. Os pobres têm assistência suficiente
nas obras sociais, nas ativas Damas de Caridade e nas numerosas
conferências vicentinas.
Como na cidade de Pompeia, Itália, surgiu a imensa obra
social de que já falamos, também em Belo Horizonte e, guarda-
das as devidas proporções, apareceu um pequeno centro social
que, inicialmente, funcionou no chamado “lactário”, no cruza-
mento das ruas Iara e Mário Martins. Sua inauguração ocorreu
no ano de 1950. Em 1963, um relatório mostra-nos a intensidade
do movimento na sede das obras sociais, a saber: atendimentos
clínicos: 6.689; atendimentos dentários: 3.369; atendimentos pelo
serviço jurídico: 238; crianças atendidas pelo lactário: 120, por
meio de 12.325 litros de leite; vacinas aplicadas: 1.448; injeções
aplicadas: 1.156; curativos: 104; alunas do corte de costura: 48;
trabalhos manuais: 32.
Desde 1957, as obras sociais da paróquia passaram a funcionar
na rua Amazonita, contando com dez salas de aulas equipadas,
com estatutos próprios, registrados no cartório Jero Oliva, e com
todos os amparos legais. Ainda mantinham convênios com várias
organizações públicas: ASA (Ação Social Arquidiocesana), SESC
(Serviço Social do Comércio), LBA (Legião Brasileira de Assis-
tência) e, mais tarde, com a Utramig (Fundação Universidade do
Trabalho de Minas Gerais) e com o Pipmo (Programa Intensivo
de Preparação de Mão de obra).
Atualmente, nós indagamos como todos perguntam a si
mesmos: “por que, na cidade e fora dela, o nome da Pompeia é tão
respeitado?”. É só pronunciar o nome da Pompeia para que todas
as portas se abram. O nome tornou-se proverbial, como sinônimo
e garantia de vida católica e de experiência paroquial. Talvez seja
o hábito de São Francisco ou a barba inculta dos seus filhos, mas,
com certeza, é também a conhecida “bondade” dos pompeanos,
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