De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Página 120

Madonna di Pompei Sobre o santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, vários temas colaterais nos interessam aqui. Comecemos com o ícone, segundo os italianos, da Madonna di Pompei. Vamos chamá-lo de quadro de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Com um metro e vinte de altura e um de largura, o quadro mostra a figura de Nossa Senhora no trono, tendo, ao lado, o Menino Jesus. A seus pés, São Domingos e Santa Catarina de Sena. Na mão esquerda, traz o terço e o entrega a Santa Cata- rina, enquanto o Menino Jesus, assentado em sua perna direita, entrega também o terço a São Domingos. Ao alto, aparece a Virgem Maria, que convida a Igreja para voltar-se para o mistério da Santíssima Trindade. Ao centro, destaca-se a Igreja, a família, que tem, em Jesus, sua cabeça; no Espírito Santo, tem sua união; e, em Maria, tem sua mãe. Lateralmente, estão os arcos. A porta mostra o mundo e a História, para os quais deve ser sacramento, oferecendo a pregação do Evangelho para a construção de uma cidade digna do homem. O meio de ligação desse espaço é o rosário, síntese suplicante da Escritura, ao pé do trono, como fundamento entregue por Jesus e por Maria, para meditação e assimilação da História. A pintura foi doada pela freira Maria Concetta da Litala, do convento do Rosariello de Porta Medina da Nápoles. A reli- giosa havia ganhado a obra do Padre Alberto Radenti, confessor de Bartolo Longo, agora beato. Para levá-la a Pompeia, Bartolo contratou o serviço do transportador Ângelo Torta. O quadro estava envolto num lençol e, a 13 de novembro de 1875, data da criação da nova Pompeia, o quadro chegou à cidade. Todo ano, um dia de oração lembrava a data. Nesse dia, os fiéis, diante do quadro, rezavam, oferecendo suas preocupações e esperanças. De manhã até a noite, a população, de todas as classes sociais, ficava durante horas e horas esperando, em fila, para estar mais perto do quadro de Maria, para manifestar seu afeto, seus sentimentos 120