De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Seite 118
A busca
Foi um longo sono de Pompeia. Quase ninguém se aventurou
a voltar e ser surpreendido novamente pelo Vesúvio. Somente os
camponeses voltavam em busca de tesouros escondidos, criando
túneis até as casas. E, na procura da mudança do leito do rio
Sarno, eles encontraram o anfiteatro, o fórum e um templo. Tudo
isso ficou esquecido depois. Nos meados do século XVIII (1748),
um agricultor encontrou um muro coberto por lavas. As autori-
dades italianas pensaram em iniciar escavações no lugar. O inte-
resse por peças e objetos era grande, para enriquecer os museus
dos reis das Duas Sicílias. Por cem anos, foram exploradas as
regiões do fórum, dos teatros e das casas mais importantes. O ano
de 1860 marcou o controle das escavações nas mãos de Giuseppe
Fiorelli. Primeiramente, foi dado início à recuperação metódica
da cidade, quadra por quadra. Anos depois, os tesouros da cidade
não seriam mais removidos e, sim, conservados e as construções
seriam mantidas, na medida do possível, no seu aspecto original.
Tudo era subvencionado pelo governo italiano. Tal fato se deu já
em meados do século XX.
O que restou
Em meados do século XVIII, Pompeia já estava entreaberta
para o mundo italiano e para o turismo. Visitantes puderam
circular pelas ruínas, tentando imaginar como eram as constru-
ções bimilenárias. O antigo templo de Júpiter já estava semides-
truído antes de 79 d.C. A tristeza da destruição era ansiosamente
procurada pelos turistas, como os prédios romanos, os templos de
Apolo e Fortuna Augusta. Parte da cidade foi desenterrada pelos
trabalhadores. Soube-se que, na época da erupção, estava ocor-
rendo propaganda política para eleições ou campanha eleitoral.
Há frases de propaganda que revelaram tal situação. Há quem
acredite que muitos dos que fugiam da cidade puderam antes
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