De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 110
Finalmente, veio a igreja grande, bonita e luminosa, o santuá-
rio de Pompeia que iria repetir e perpetuar os prodígios do vale de
Pompeia. Lá, o vale; aqui, o alto da Pompeia. Vejamos um pouco
essa história que nos foi contada pelo tão citado cronista dos
capuchinhos, Frei Odorico Virga. A pressa levou os capuchinhos
a anteciparem o uso do templo para 1951, dois anos após o início
da construção, mas a bênção solene ocorreu somente em 1952.
A devoção a Nossa Senhora do Rosário de Pompeia teve seu
início na Itália e, de lá, propagou-se pelo mundo. Pompeia, região
de veraneio, era a cidade dos prazeres dos magnatas gregos, afri-
canos e romanos. Era uma cidade escandalosa, por assim dizer.
Fica a 40 quilômetros de Nápoles, na parte centro sul da Itália. No
ano 79 de nossa era, um vulcão acorda. O Vesúvio vomitou uma
chuva de areia por muitos dias e enterrou completamente três
cidades: Pompeia, Herculano e Stabiae. Pompeia era a mais impor-
tante. Nela, existia tudo o que tinha na cidade de Roma: jogos e
prazeres. Lá, os ricos gastavam dinheiro e se divertiam sem ir a
Roma. Pompeia foi construída em formato oval, com 3 quilôme-
tros de perímetro. Era cercada por uma muralha de oito portões.
As ruas eram calçadas e cruzavam-se em ângulos retos. Domi-
nava a praça central, seguida por dois teatros e uma arena para
gladiadores. Não faltavam edifícios importantes, prédios públicos
de banhos. Era a atração de muitos romanos ricos. Mas, no ano
79, torrentes de lavas e lama assemelharam-se às nuvens de sal e
de areia sobre Sodoma e Gomorra, de acordo com a descrição da
Bíblia. Cinzas e pedras choveram sobre Pompeia. Fumaça e gases
venenosos completaram a destruição. Cerca de 2.000 pessoas,
numa população de 20.000, sucumbiram sob as cinzas. Hoje,
os turistas podem ver as casas e os edifícios de grande parte da
cidade, pois, no século XVII, as autoridades deram início à recu-
peração da cidade, o que foi seguido pelos camponeses.
Por volta do ano de 1846, morreu um advogado napolitano,
Fusco; homem riquíssimo, deixando a viúva Mariana e cinco
filhos. Nessa época, na Universidade de Direito de Nápoles,
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