De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 103

irmãs derrubar a capela e fazer outra bem maior, no mesmo local. A sugestão não foi aceita, causando até um mal-estar entre as irmãs e alguns freis. Procurou-se outro local. Na rua Pacífico de Faria (situada na Vila Parque Cidade jardim), foram adquiridas três pequenas casas que, sendo reformadas, transformaram-se na nova moradia dos capuchinhos. Era a nova casa paroquial. Aqui se faz necessária uma explicação: Frei Tiago de São Domin- gos do Prata contou-nos que a rua Pacífico Faria prosseguia por dentro do quarteirão (hoje fechado) dos capuchinhos e atingia a rua Iara. Como os capuchinhos foram comprando as casas exis- tentes no quarteirão, com o objetivo de se construir a igreja Nossa Senhora da Pompeia, o convento e as obras sociais da paróquia, com a permissão das autoridades civis da época, a rua Pacífico Faria foi fechada, no último setor que ligava a rua Amazonita com a rua Iara, de tal forma que ela passou a ter seu término na Amazonita. É por esse motivo que o livro de tombo da paróquia afirma que a nova casa paroquial se achava à rua Pacífico Faria. Essa mudança ocorreu a 15 de dezembro de 1941. O livro de tombo da paróquia ainda registra outros dados sobre o bairro. Não existiam ruas calçadas. As casas eram de barro. Havia uma pequenina e pobre farmácia e um grupo escolar chamado José Anchieta. Pelo visto, consultando aqui e alhures, chegamos à conclusão de que os freis capuchinhos, realmente, encontraram, de início, uma capela, uma farmácia, um pequeno armazém, um grupo escolar, algumas casas e um povo bom. A publicação “30 anos de Apostolado dos Capuchinhos da Província de Messina em Minas Gerais” relata que essa situa- ção perdurou até 1944. A 13 de outubro de 1940, um ano antes de a casa paroquial ser transferida para a rua Pacífico Faria, Dom Antônio dos Santos Cabral lançava a pedra fundamental da capela matriz junto à rua Antônio Justino. Quatro anos mais tarde, a 22 de outubro de 1944, o mesmo Dom Antônio inaugu- rava, benzia e abria, ao público, o novo templo, até que se pensasse na construção da sede definitiva da paróquia. 103