Maria Inês Oliveira
Carolina Simões
A sua área da instalação subdividiu-se em
quatro partes para quatro mensagens.
Procurou invocar todos os sentidos do
observador, através dos objetos, da
organização e desorganização do espaço
(“espaços simples”, “zonas confortáveis”
e “confusão visual”), da iluminação e do
perfume ambiente. Incluiu um ser vivo: um
peixe.
Entre outros elementos, representou um
perfil, numa moldura de cartão, como
forma de representar o ser humano
enquanto recetor de conhecimento e
produtor de sonhos, numa associação
com a literatura.
(vídeo da instalação)
«Desde o início que pretendia
transmitir com o vídeo uma
mensagem clara e direta, [fazendo
menção] a alguns dos mais célebres
autores portugueses [e incluindo]
alguns excertos das suas obras, […]
assim como algumas frases soltas ao
longo do vídeo, de maneira a divulgar
e incentivar a literatura junto da
comunidade».
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José Pedro Rodrigues
Alexandra Ventura
Procurou criar um percurso que induz
as sensações de mistério e de sonho,
de se estar a ser levado “por um
caminho, pelo sonho, pelos livros”.
Inseriu elementos simbólicos que
aludem à universalidade da leitura, à
partilha entre culturas, à repartição de
saberes, à origem dos livros nas folhas
em branco, à liberdade do escritor e do
leitor, à ampliação dos horizontes e ao
inconformismo.
«Quando leio a frase “Os livros dão
pano para mangas” existe todo
um imaginário que me passa pela
cabeça. [Pretendi que] as pessoas
ao entrarem na minha instalação
experimentassem as sensações que
estão presentes nos livros». Com o seu
trabalho pretendeu criar a impressão
do mistério, induzindo desconforto,
surpresa, curiosidade. Incluiu uma
biblioteca simbolizada através de
uma estante em esferovite, contendo
livros (retângulos em cartolina branca),
uma máquina de escrever em que as
folhas são projetadas, numa explosão
de conhecimento, uma escada e uma
placa com indicações para nomes
de escritores, sugerindo ao visitante
uma viagem pelos autores. No final da
instalação foi colocada uma “pintura
expressiva”, que deveria suscitar
múltiplas interpretações, exatamente
como sucede com os livros.