Contraponto Nº 1 - Revista Escolar | Page 21

Maria Inês Oliveira Carolina Simões A sua área da instalação subdividiu-se em quatro partes para quatro mensagens. Procurou invocar todos os sentidos do observador, através dos objetos, da organização e desorganização do espaço (“espaços simples”, “zonas confortáveis” e “confusão visual”), da iluminação e do perfume ambiente. Incluiu um ser vivo: um peixe. Entre outros elementos, representou um perfil, numa moldura de cartão, como forma de representar o ser humano enquanto recetor de conhecimento e produtor de sonhos, numa associação com a literatura. (vídeo da instalação) «Desde o início que pretendia transmitir com o vídeo uma mensagem clara e direta, [fazendo menção] a alguns dos mais célebres autores portugueses [e incluindo] alguns excertos das suas obras, […] assim como algumas frases soltas ao longo do vídeo, de maneira a divulgar e incentivar a literatura junto da comunidade». 20 José Pedro Rodrigues Alexandra Ventura Procurou criar um percurso que induz as sensações de mistério e de sonho, de se estar a ser levado “por um caminho, pelo sonho, pelos livros”. Inseriu elementos simbólicos que aludem à universalidade da leitura, à partilha entre culturas, à repartição de saberes, à origem dos livros nas folhas em branco, à liberdade do escritor e do leitor, à ampliação dos horizontes e ao inconformismo. «Quando leio a frase “Os livros dão pano para mangas” existe todo um imaginário que me passa pela cabeça. [Pretendi que] as pessoas ao entrarem na minha instalação experimentassem as sensações que estão presentes nos livros». Com o seu trabalho pretendeu criar a impressão do mistério, induzindo desconforto, surpresa, curiosidade. Incluiu uma biblioteca simbolizada através de uma estante em esferovite, contendo livros (retângulos em cartolina branca), uma máquina de escrever em que as folhas são projetadas, numa explosão de conhecimento, uma escada e uma placa com indicações para nomes de escritores, sugerindo ao visitante uma viagem pelos autores. No final da instalação foi colocada uma “pintura expressiva”, que deveria suscitar múltiplas interpretações, exatamente como sucede com os livros.