Va l e u
tudo, até
v e s t i r
paredes e
árvores
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os trabalhos
dos alunos
do 12º Ano do
curso de Artes
Profª Céu Dias
O
s alunos do 12º ano agarraram a ideia do
projeto, dando-lhe formas muito diferentes.
Os trabalhos foram realizados na disciplina de
Oficina de Artes, sob orientação do professor
Luís Tomás, e exigiram, em muitos casos,
uma dedicação e um esforço dignos de nota. Segundo
o testemunho de uma aluna, registado na sua memória
descritiva, as primeiras instruções que receberam
consistiram em «que abordássemos o tema de forma
criativa e que realizássemos o trabalho num formato
totalmente livre». Esperava-se, pois, que estes alunos
fizessem uso de uma maior autonomia. A este propósito,
um aluno refere, no seu relato individual, que «(s)enti uma
grande dificuldade em escolher o que iria fazer devido a
essa extrema liberdade». Uma liberdade constrangedora
mas muito positiva, que o fez sentir-se perdido, «pois pela
primeira vez posso fazer absolutamente tudo».
As obras dos alunos estiveram acessíveis à comunidade
escolar. Salientamos o caso da instalação coletiva que
esteve patente na “sala das colunas”, da autoria dos alunos
Alexandra Ventura, Carolina Simões, José Rodrigues
e Maria Oliveira, que permaneceu aberta ao público
durante um fim-de-semana. A instalação da autoria da
aluna Virgínia Gonçalves, apresentada no jardim de
Torres Novas, nas proximidades da Biblioteca
Municipal, suscitou, segundo inúmeros testemunhos, uma
grande curiosidade, chamando a atenção dos transeuntes
e frequentadores daquele espaço. Este caso, em que uma
exposição foi apresentada fora dos muros da escola, constitui
também um excelente exemplo de como o Agrupamento
pode interagir com o meio em que se insere. Acresce
referir, sobre este aspeto, que o Município se mostrou
recetivo e aprovou rapidamente esta e outras propostas que
apresentámos.
Foram também produzidos elementos multimédia, cartazes
e tarjas, bem como uma pintura em base de madeira,
alusivos a escritores e à leitura, pelos alunos Beatriz Anjo,
Carolina Simões, Filipa Lopes, Miguel Gomes, Paulo Faria,
Sandro Amado, Sara Velez e Virgílio Obada.
A pesquisa, a planificação e a execução destes trabalhos
exigiu aos alunos que (re)pensassem a sua relação com
os livros, de forma a comunicá-la desde um nível literal/
direto até aos modos mais subtis, ao nível da subjetividade,
pela provocação de reações sensoriais e de emoções no
observador. Como referiu um aluno: «paralelamente com
o processo de investigação, aprendi mais sobre autores e
escritores portugueses. Passei a consumir mais literatura…
de certa forma o projeto teve um impacto positivo em mim».