O ACIDENTE
de 1967 a 1976
O ACIDENTE
Quando a Unidade II foi erguida, Myrna de Barros Lima já tinha assumido como Diretora Pedagógica do Colégio. Sua ascensão para o cargo foi acelerada por um acontecimento inesperado. Em 1999, Dr. José Carlos e sua então companheira, Yvette Ferraz Alves Basílio, sofreram um grave acidente de carro a caminho da Fazenda Santo Ivo.
O advogado e educador é portador de diabetes e, naquele dia, por estar muitas horas sem se alimentar, sofreu uma crise de hipoglicemia, teve um“ apagão” e acabou saindo da estrada.“ Quando acordei, vi que ia bater em um fusca. Freei bruscamente e tive de desviar o carro. Foi quando ele caiu em um barranco e capotou cinco vezes”, conta Dr. José Carlos. Quando abriu os olhos novamente, ele estava sendo retirado do veículo por um grupo de pessoas da equipe de resgate.
Como resultado do trágico acidente, Dr. José Carlos teve fratura de crânio, costelas quebradas e deslocamento de vértebra. Yvette também saiu bastante machucada, com múltiplas fraturas e afundamento de bacia. Ambos ficaram um mês internados, com risco de ficarem tetraplégicos e, segundo os médicos que os atenderam na época, só escaparam da morte por detalhes. Felizmente, recuperaram-se totalmente.
Desde 1993, Yvette era a Diretora Pedagógica do Santo Ivo. Na época do acidente, Myrna já trabalhava há alguns anos no Colégio e teve que ficar responsável pela escola durante a recuperação dos dois.“ Eu tinha 24 anos na época e tive que assumir a direção naquele turbilhão. Mas, na verdade, não foi tão difícil, porque eu já participava de todos os assuntos havia muito tempo. Além disso, meu pai nunca deixou de compartilhar informações com a gente, em casa. Então, eu fui crescendo e aprendendo a gerir a escola naturalmente”, conta Myrna.
Àquela altura, ela já havia se formado em Pedagogia pela USP e assumido diferentes postos dentro do Santo Ivo. Começou como auxiliar de classe da Educação Infantil, foi professora substituta em várias ocasiões e passou a assistente de Orientação Educacional e Coordenação do Ensino Fundamental I, foi para o Fundamental II e, depois, para o Ensino Médio. Antes de assumir a Direção Pedagógica, era a Coordenadora de Informática do Santo Ivo.“ Era para eu assumir temporariamente a direção, porque a Yvette voltaria para o cargo
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Comecei a trabalhar como porteiro e eu adorava, sempre gostei de criança. Há três anos, cuido só dos jardins e das praças e estou ainda mais feliz. No começo, antes do doutor adotá-la, ela era suja, com mato alto. Agora, é uma beleza! Se eu soubesse que ela ficaria assim tão linda, teria tirado uma foto para fazer um antes e depois. Eu respeito muito o Dr. José Carlos. Para mim, ele é meu segundo pai. Se você trabalha há 20 anos na mesma escola, é porque o patrão é uma boa pessoa, né? E eu acho que ele não sabe o quanto ele é adorado. Todos os funcionários o amam. Eu sei, porque me falam. Ele é sério, impõe respeito, mas é muito educado e muito bem-humorado, sempre faz umas piadas. Quando a Myrna casou, minha esposa foi trabalhar para ela, viu todos as filhas dela nascerem. O pai dela tem um coração enorme e ela puxou ao pai. É uma pessoa ótima. Ela aprendeu com o pai dela a tratar todos muito bem. Aqui, a gente se sente uma família e é gostoso isso. Aliás, não tenho palavras para agradecer tudo o que a família Barros Lima fez por mim e pela minha família. Espero poder retribuir pelo menos um pouco de toda a generosidade deles.
Bartholomeu Dias Pereira, o Barthô, começou a trabalhar no Santo Ivo em 1996, como porteiro. Hoje, é o jardineiro responsável pelo cuidado da Praça John Lennon, pela Fazendinha e pelas lindas orquídeas que enfeitam os corredores do colégio.
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DEPOIMENTO: BARTHOLOMEU PEREIRA
DEPOIMENTO: KELLY CELESTE
Comecei minha história no Santo Ivo como aluna. Fiz o Ensino Médio no‘ prédio novo’ da Sede. Eu adorava estudar lá, fiz muitos amigos. Nesta época, decidi que iria prestar Pedagogia e me especializei em Orientação Educacional. Trabalhei em algumas escolas e, em 2001, quando a Unidade II foi inaugurada, eu vim trabalhar no Santo Ivo, como assistente pedagógica. Uns 4 ou 5 anos depois, a Myrna sentia falta de alguém para fazer um acompanhamento mais próximo ao aluno e me convidou para ser a Orientadora Educacional do Ensino Médio, cargo que exerço até hoje. Por sorte, eu sempre gostei das pessoas com quem trabalhei. Com a Myrna é assim. Seu jeito fácil de lidar, sua doçura, não tem como não gostar, não ter carinho. Ela é parceira, sabe ouvir. Eu me identifico tanto com o Santo Ivo, que estudei aqui, trabalho aqui e, agora, meus filhos também estudam aqui.
Kelly Celeste, pedagoga e Orientadora Educacional, estudou no Santo Ivo de 1984 a 1986, trabalha no colégio desde 2001 e é mãe dos alunos Lucas e Larissa.
SANTO IVO 50 ANOS 85