COLÉGIO SANTO IVO Colégio Santo Ivo 50 anos | Seite 28
Já no início dos anos 1970, o Santo Ivo contava com equipamentos modernos na aula de Ciências
O DIA A DIA
Um momento muito lembrado, tanto pela direção
da escola como pelos alunos, era a hora do “lanche
socializado”. Preparados na cozinha do colégio, eram
oferecidos pãezinhos com queijo e presunto, bolos
caseiros, biscoitos, sucos naturais, achocolatados e,
às sextas-feiras, os esperados cachorro-quente e pipoca.
Havia ainda o iogurte Danone. Lançado nesta época,
ele era comprado diretamente na fábrica do bairro
vizinho Vila Jaguara e oferecido às crianças.
Outra tradição do colégio, que se iniciou logo no
primeiro ano e que até hoje faz parte da rotina escolar,
são as festas juninas. Com danças típicas e muitos
quitutes, eram momentos de interação entre as crianças e
os pais. Cada aluno trazia um prato de doce ou de salgado.
Os alimentos eram dispostos em uma grande mesa,
onde todos se serviam à vontade enquanto assistiam
às apresentações dos alunos e à tradicional quadrilha.
Excursões e estudos do meio também eram marcantes e
foram introduzidos no início da década de 1970. Costumavam
ser realizados em pequenos grupos de alunos, transportados
pela famosa perua Kombi azul, dirigida pelo motorista,
Sr. Affonso, acompanhado pela auxiliar Cecília Viana,
e, muitas vezes, pelo próprio Dr. José Carlos.
Dizem que, para realizar um sonho, é preciso suar
a camisa e colocar a mão na massa. Pode-se dizer que
o Dr. José Carlos de Barros Lima é uma confirmação a
essa regra. Advogado e pedagogo, nos primeiros anos de
fundação da sua escola, ele ajudou na reforma do imóvel,
distribuiu panfletos na rua para ajudar a divulgá-la e ainda
fez as vezes de motorista, quando o chofer oficial faltava.
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S ANT O IVO 5 0 AN OS
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DEPOIMENTO:
ANTONIO CARLOS
ALVES BRAGA JUNIOR
Como era um colégio pequeno, na época, em pouco
tempo era possível conhecer ‘todo mundo’ no Santo
Ivo. Essa proximidade tornava a vida na escola
muito vibrante. Tenho a sensação de ter crescido
com o colégio. Embora tenha permanecido poucos
anos, da 6ª à 8ª série, acompanhei muitas reformas
e ampliações. Lembro quando ‘surgiu’ um piano
no pátio. Tocava quem quisesse, soubesse tocar
ou não! E havia excelentes improvisadores, que
animavam os intervalos. Era uma verdadeira família.
Para mim, a passagem pelo Santo Ivo representou
uma ampliação de horizontes. Tive uma formação
sólida, que me preparou para as etapas posteriores
do ‘colegial’ e faculdade. As aulas eram dadas
com dedicação e os alunos, bastante exigidos.
Os investimentos em reformas e ampliações eram
constantes. Fazendo uma retrospectiva, cada dia
de convívio nessa escola representou a subida
de um degrau da longa escada que venho
percorrendo até hoje.
Antonio Carlos Alves Braga Junior, Juiz Substituto
em Segundo Grau do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, estudou no Santo Ivo
de 1978 a 1980.