COLÉGIO SANTO IVO Colégio Santo Ivo 50 anos | Seite 18
O caminho da advocacia parecia ser certo e muito
concreto. Aluno e profissional aplicado, Dr. José Carlos
trabalhou alguns anos como escrevente do Tribunal
de Justiça de São Paulo e, logo depois, já teria seu
próprio escritório, quando ainda cursava o quarto
ano de Direito. Sua rotina era intensa e sua dedicação,
incansável. Todos os dias, entrava no escritório às 7h
e não saía antes das 22h.
A OPORTUNIDADE
Dr. José Carlos (à esq.)
com o outro diretor
do Santo Ivo na época
da inauguração, Padre
Flávio, em 1967
“
Os anos se passavam e o escritório ganhava
notoriedade e crescia. Certo dia, porém, a
condenação de um cliente inocente fez Dr. José
Carlos refletir sobre o seu ideal de Justiça. “Eu amava
o Direito, mas sentia que faltava algo para eu me
sentir plenamente feliz. Por isso, decidi continuar
advogando, mas queria encontrar algo que
me satisfizesse ainda mais.”
Foi então que uma grande coincidência aconteceu.
Na mesma época, em 1965, o padre Marcelo Franco,
responsável pela paróquia da Lapa, entrou em
contato com Dr. José Carlos e pediu que ele
atendesse um outro padre, Flávio Colaço, que acabara
de chegar e que queria muito trabalhar com
educação. Os dois conversaram e o padre Flávio
demonstrou conhecimento no assunto.
A essa altura, a casa da família Barros Lima
estava vazia, já que Dr. José Carlos havia se mudado
de lá. Foi então que ele percebeu que aquela poderia
ser a oportunidade que buscava para se realizar.
Depois de muito refletir, resolveu convidar o padre
Flávio para trabalhar na escola que ali nascia. Dr. José
Carlos investiu na reforma do imóvel, em compra
de materiais e contratação de pessoal. Além das
novas tarefas para montar a instituição de ensino,
continuaria exercendo as suas atividades como
advogado. A sede da escola seria, então, a casa
da família, que estava fechada havia dois anos.
Desta primeira conversa entre o advogado e
o padre até a abertura do colégio para os primeiros
alunos, em 1967, foram muitos os preparativos.
Dr. José Carlos, mesmo atarefado em seu escritório
de advocacia, assumiu a frente e foi atrás de todos
EU AMAVA O DIREITO, MAS SENTIA QUE FALTAVA
ALGO PARA EU ME SENTIR PLENAMENTE FELIZ. POR
ISSO, DECIDI CONTINUAR ADVOGANDO, MAS QUERIA
ENCONTRAR ALGO QUE ME SATISFIZESSE AINDA MAIS.
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S ANT O IVO 5 0 AN OS
“
Dr. José Carlos de Barros Lima