COLÉGIO SANTO IVO Colégio Santo Ivo 50 anos | Page 102

que, uma vez por semana, passavam cerca de oito horas restaurando os documentos, no colégio.“ Pela manhã, elas faziam a parte da hemeroteca, com higienização e preservação de recortes de jornais e revistas. Já o período da tarde era dedicado à parte iconográfica, que são as imagens e fotos antigas”, contou, na época, a historiadora Prof ª. Dra. Margarida Rosa de Lima.
Entre o material que veio do Obelisco e o acervo reunido por Dr. José Carlos, havia raridades, como uma carta de Santos Dumont pregando a união do Brasil, escrita pouco antes de seu suicídio, fotografias de combates em diversos pontos de São Paulo, fardas e bandeiras, a hélice de um dos aviões de guerra e a réplica de uma matraca, aparelho que simula o som de tiros de metralhadoras, usado para criar a ilusão de que os paulistas possuíam maior número de armamentos.
Além disso, o Centro de Memória reúne algumas belas pinturas de temática revolucionária do artista plástico Vicente Caruso( 1912-1986), que, principalmente entre 1932 e 1954, pintou excelentes quadros simbolizando o orgulho paulista.
Em 2015, o Museu Maria Soldado foi transferido para as dependências da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na Zona Norte de São Paulo. Dr. José Carlos, porém, continua mantendo o Centro de Memória e Estudos da Revolução Constitucionalista de 1932 na sede do Santo Ivo, aberto à visitação pública.
EM 2004, O SANTO IVO GANHOU UMA MISSÃO HISTÓRICA. ELE SE TORNARA GUARDIÃO DE OBJETOS DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.
A praça em frente à fábrica Honneger, onde fica a Unidade II do Santo Ivo, só existia no papel
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