Coleção “Passaporte Literário” Mário de Andrade: breve incursão literária | Page 15
do movimento modernista, que culminou na
Semana de Arte Moderna de 1922, ano do
centenário da independência politica do Brasil.
Este evento abalou o mundo da arte brasileira,
visto que jovens paulistanos apresentaram pela
primeira vez em conjunto, no Teatro Municipal de
São Paulo, suas ideias vanguardistas, rompendo
com antigos padrões estéticos e propondo uma
forma de fazer e pensar arte genuinamente
nacional. Queriam que a independência do Brasil
ocorresse também no domínio cultural.
Mário de Andrade leu seu ensaio “A escrava
que não era Isaura” nas escadarias do teatro.
Porém, foi vaiado e rejeitado naquele momento,
visto que o público não estava preparado para
tamanha revolução estética.
Outro poema que recebeu tomates da plateia
foi “Os sapos”, de Manuel Bandeira, declamado
na Semana de 22 por Ronald de Carvalho.
E não era para menos, já que representava
uma dura crítica aos poetas da época literária
anterior, o Parnasianismo. É um clássico da
literatura brasileira e bastante citado em vários
livros didáticos, como marco desse período de
transformações nas letras, nas artes e na música.
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