Coleção “Passaporte Literário” Lima Barreto: breve incursão literária | Page 34

— Obrigado. Sabe de uma coisa, general? — O que é? — O Quaresma está doido. — Mas... o quê? Quem foi que te disse? — Aquele homem do violão. Já está na casa de saúde. — Eu logo vi, disse Albernaz, aquele requerimento era de doido (Barreto, 1992, p. 46). Depois de ser considerado psicologicamente mais sociável, é liberado do hospício. Para evitar o estresse da cidade, ele compra o sítio “Sossego”, onde residirá com sua irmã Adelaide e o criado Anastácio. Nesse meio tempo, aproveita para praticar a agricultura e vê nisso a solução para o país. Entretanto, ao saber da Revolta Armada, o Marechal Floriano Peixoto indica Quaresma como major à frente de um batalhão. Já no fim da revolta, é designado a carcereiro dos presos políticos na ilha das Enxadas. Numa noite, o governo envia alguém para retirar vários presos e fuzilá-los. Por causa disso, Quaresma fica revoltado e escreve uma violenta carta ao Floriano Peixoto. | 34 |