Coleção “Passaporte Literário” Lima Barreto: breve incursão literária | Page 18

na forma de expressão literária. De fato, uma das marcas registradas em Lima Barreto é a linguagem. Linguagem não só na sua forma simples de expressão, como também no posicionamento do autor em relação às questões do cotidiano. Com Lima Barreto, temos a fala e as canções das personagens como podemos perceber na obra “Os Bruzundangas”: – Quá o quê, nhonhô. Vancê não pode sê príncipe. Vancê não é fio de imperadô, cumo é? (Barreto, 1922, p.40). Essa nova estética literária, com uma linguagem coloquial próxima do falar do povo, são características que marcaram as obras de Lima Barreto e de outros escritores pré-modernistas. Tal qual durante o período claridoso, em que, na literatura cabo-verdiana, nos anos 1930, expunha-se a situação social do cabo-verdiano, tentando demonstrar falares e expressões próprios do povo, podemos perceber isso nas obras de Lima Barreto. CA VER BO DE | 18 |