“Andámos pelas ruas com as respectivas esposas à
vontade. A impressão que fiquei é que ele gostou
muito de tudo. Porque, para quem conhece a Bahia
como ele, a ideia que nos passou é que estava a
rever a Bahia em Cabo Verde”.
Hopffer Almada destaca, ainda, a descoberta feita
por Jorge Amado da relação do cabo-verdiano com
o crioulo.
“Ele não sabia que o crioulo tinha tanta penetração
nas pessoas. Íamos aos cafés, andávamos nas ruas,
convivíamos com as pessoas. E as pessoas que
chegavam até nós falavam crioulo”.
Isso lhe tocou tanto que é dele, na altura, a seguinte
frase: “A vida em Cabo Verde decorre em crioulo”.
Nos vários contatos que teve com gente da cultura,
e sabendo de músicas nas quais os compositores
fazem comparação entre Cabo Verde e o Brasil,
ele deu razão aos compositores. “Reconheceu
que, de fato, Cabo Verde é um pedaço do Brasil”,
tendo se encantado, também, segundo o nosso
entrevistado, com a simplicidade das pessoas, das
relações humanas.
CA
VER BO
DE
| 38 |