A
ntes de começar a
viagem pela obra
de Guimarães Rosa,
é preciso saber um
pouco do estilo do autor. É
um escritor que provém da
tradição regionalista, que
caracterizou a literatura
brasileira no período posterior à Segunda Guerra
Mundial (1945), conhecido como segunda
geração modernista.
Sendo um regionalista, Guimarães Rosa criou,
entretanto, uma nova forma de contar histórias,
a que ele chamava estórias.
Baseava o seu trabalho na vida difícil e dura
do sertanejo, na fala da natureza dos sertões
(entre Minas Gerais, sul da Bahia e Goiás),
particularmente os bois – personagens cotidianas
de suas histórias. E, por isso, sua forma de
escrever registra o falar dos moradores dessa
vasta região do Brasil que ora seguem o ritmo
do passo dos bois, o canto monótono e triste
do aboiar, e ora as águas dos rios em tempos de
cheia, sem forma de parar ou de olhar para trás.
Mas, Guimarães Rosa é único no estilo de uma
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