uma série de desgraças, o pai morre quando o
menino era ainda novo e, com parte da herança
que deixou, é colocado sob a guarda do tio,
Manuel Pescada. Mandam-no estudar na Europa.
Já de posse do diploma em Direito, volta à terra
natal para vender algumas terras e instalar-
se no Rio de Janeiro, capital do país naquela
época. Quando chega em São Luís (Maranhão),
o provincianismo e o preconceito racial fazem-
no questionar sobre a sua condição de filho de
escrava e de mulato.
A obra passa-se em uma região para onde
vários africanos foram enviados nos tempos
escravocratas. Na obra “Os tambores de São
Luís” (1978), por exemplo, Josué Montello
aborda com maestria essa questão.
São Luís, na época uma cidade bem pequena, era
povoada por habitantes que tinham tendência a
recriminar ideias muito avançadas. Tentava-se,
a qualquer custo, sobretudo nas camadas mais
ricas da população (a burguesia), manter os
privilégios dos quais gozavam – vários escravos
para fazer os trabalhos pesados a custos mínimos.
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