Ciência, café e cultura - Miolo Ciência, café e cultura - miolo | Page 91

Explicar para públicos diversos os avanços científicos que surgem diaria- mente nas diferentes áreas do conhecimento é um desafio comum a pesqui- sadores de todo o mundo e, frequentemente, esse desafio é acompanhado pela dificuldade adicional em se conseguir recursos financeiros que viabi- lizem essa atividade de forma efetiva e que permitam o engajamento do público alvo. No CEFET-MG , em 2013, tive a honra de poder apoiar diretamente, quando atuei na Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação (DPPG) , a implantação do conjunto de ações do projeto Ciência, café e cultura, tão competentemente registradas neste livro, e que objetivavam, em linhas gerais, criar um am- biente na instituição típico dos chamados cafés científicos, o qual contribu- ísse para a comunicação pública da ciência junto à sociedade. Liderados pela Profa. Cláudia França, a equipe multidisciplinar desse projeto incorporou em sua concepção uma série de inovações que, agregadas à ideia dos cafés científicos, conferiram sua originalidade. Dentre tais inovações, deve-se destacar o desenvolvimento de um sistema de informação (usando tecnologia aberta, web e multiplataforma) para suporte, interação e pes- quisa em cafés científicos, o qual promoveu a participação e interação do público pelo uso de dispositivos móveis e pela elaboração de perguntas e comentários. Ao longo dos anos 2013 a 2016 foram registradas nas edições desse projeto as presenças de centenas de pessoas, demonstrando seu potencial de agluti- nação em torno dos temas definidos para debate. Por meio de sua dimensão cultural, o projeto Ciência, café e cultura contou com diversas apresenta- ções musicais que possibilitaram a participação de bandas e grupos vindos de projetos e movimentos culturais da instituição. A música proporcionou momentos de descontração entre os blocos de debate e, durante sua execu- ção, era possível verificar a realização de ajustes importantes que garantiam maior fluidez no andamento dos debates. 91