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Eu, Laura Fiorini, entrei no Ciência, café e cultura no dia do meu aniver-
sário, e esse foi o melhor dos presentes. Eu, Cláudia e Gabriel começamos a
construir esse café científico que tinha tudo para ser uma grande ferramenta
de divulgação científica.
O Ciência, café e cultura foi construído coletivamente por um grupo que só
crescia. Passou desta pequena equipe para um super grupo multidisciplinar
que foi lapidando ainda mais o projeto.
O evento abriu espaço para se falar da atualidade de forma clara e com
chancela científica, proporcionada pelos debatedores para a comunidade in-
terna e externa do CEFET-MG . Cada dúvida, opinião e posição política eram
recebidas com respeito e debatidas dentro do Café.
Como bolsista do projeto, meu trabalho era tornar esse ambiente o mais
receptivo e provocador possível, desde a participação na escolha do tema,
produção dos cartazes e publicação de posts ativadores no Facebook, pas-
sando pela pesquisa para formação da nuvem de palavras, até a organização
do evento em si. Toda minha energia era gasta para fomentar o interesse das
pessoas em participar do debate.
Vejo, como ponto chave, dentro deste modelo de atividade, tornar o ambien-
te horizontal, receptivo, animado e surpreendente. Realizar essa tarefa não
era coisa simples. Como os temas variavam de patentes no Brasil, cultura
nerd e Astronomia as estratégias para estimular o público eram muito dife-
rentes. Geralmente as ideias surgiam após o levantamento das palavras da
nuvem semântica, onde a direção do debate ficava clara, podendo, assim,
alinhavar tema, decoração, atração artística e todas as ideias mirabolantes
que iam surgindo durante a organização.
Creio que dos Cafés, o sobre Astronomia foi quase um alinhamento plane-
tário de tão perfeito, em se tratando de coerência entre o tema e o planeja-
mento das atividades, além dos debatedores de peso. Realizamos o Café no
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