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Participar do Ciência, café e cultura foi uma grande oportunidade de
aprendizado e de trocas. Antes mesmo de realizar a minha participação,
eu havia participado como ouvinte e pude constatar que se tratava de um
interessante meio de educação não formal. Na tentativa de constituir um
espaço diferente daquele da sala de aula, o café científico acontecia na
biblioteca do CEFET-MG . Os espectadores sentavam-se às mesas, onde eram
servidos lanches durante os debates científicos. Porém, estes não se faziam
espectadores no sentido passivo do termo, mas podiam interferir nos rumos
dos debates, a partir de suas perguntas, enviadas via tablet e projetadas em
uma tela, em que todos os demais presentes poderiam conferi-las. Algo mui-
to interessante era a nuvem semântica, em que era marcada a recorrência
de termos utilizados nas perguntas feitas pelo público. Nas ocasiões em que
participei no lugar de espectador, pude experimentar oportunidade diferente
de aprendizado sobre ciências. Um dos principais pontos positivos, ao meu
ver, é a tentativa de construção de um espaço mais descontraído para tratar
de temas, muitas vezes, áridos.
Ao participar como convidado, pude vivenciar o outro lado. Na ocasião, o
Café foi realizado na área externa, perto do complexo esportivo do Campus
I, onde os estudantes se sentaram na grama e participaram de um debate
sobre Astronomia. Fui convidado para apresentar o Galileu, que é uma con-
tação de história que realizo sobre o filósofo da renascença italiana, repre-
sentando o mesmo de forma teatral. Em diversas ocasiões eu havia feito essa
apresentação, em ambientes externos e com público sentado ao chão, como
acontecia naquele dia. O diferencial foi ter a oportunidade de debater com
dois experientes astrônomos da comunidade científica mineira: Cristóvão
Jacques e o lendário Bernardo Riedel. Para mim, isso representou uma das
minhas principais experiências na pele de Galileu, um grande aprendizado.
Também foi uma forma de reconhecimento do meu trabalho, uma vez que o
público e os próprios astrônomos presentes declararam que haviam gostado
da minha apresentação. Assim, o café científico me proporcionou, além da
experiência educativa da ocasião, a potencialização do meu projeto para o
futuro. A partir daí, decidi profissionalizá-lo ainda mais na dimensão artís-
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