Ciência, café e cultura - Miolo Ciência, café e cultura - miolo | Page 35

O primeiro debate do projeto Ciência, café e cultura aconteceu em 21 de março de 2013, e, certamente, o trabalho científico para produzi-lo começou bem antes disso. Considero a oportunidade de ingressar nesse projeto como a melhor boas-vindas que poderia me acontecer ao ser aprovado no con- curso público do CEFET-MG . O meu début foi num debate de tema polêmico – drogas. Apesar de algumas pessoas menosprezarem o caráter científico do projeto, sempre contamos com especialistas entre os debatedores, mas sem excluir o conhecimento empírico de debatedores externos à academia. Todos os debates foram marcantes para mim, porém gostaria de citar alguns: Cultura e sustentabilidade com a participação do Alfredo de Souza Matos (catador de materiais recicláveis), que enriqueceu sobremaneira o debate, Crimes cibernéticos e os contrapontos das opiniões do Raphael Bastos (fun- dador de Hackerspace), e César Matoso (delegado de Polícia Civil), Conflitos mundiais sob a ótica do Daniel Yussuf (muçulmano), Redução da maioridade penal realizado no Centro Cultural Lá da Favelinha, Aglomerado da Serra, Cultura maker com a participação ilustre da Heloísa Neves (disseminadora da cultura maker no Brasil). E, após dois anos envolvido no projeto Ciência, café e cultura, finalizei minha participação com um debate novamente de tema polêmico – política. Alguns debates tiveram o suporte de dispositivos tecnológicos para receber perguntas do público e traçar a interação entre palavras-chave, todavia, o principal mérito do projeto é a indissociabilidade entre a tríade ensino-pesquisa-extensão. Por fim, creio que a elaboração de um manual para detalhamento metodológico utilizado na concepção dos debates será o próximo passo a fim de possibilitar a replicação deste projeto em outras instituições de ensino. Bernardo Falcão Servidor técnico-administrativo CEFET-MG 35