Ciência, café e cultura - Miolo Ciência, café e cultura - miolo | Página 32

Inocência Transformo uma dor em tiro de olhares, onde pega! Paisagem, meu mundo é uma viagem. Deslumbre entre ares, aves que fazem rasante, no tic-tac do sol e da lua a fissura te deixa em transe. Fazem poesia em um ar frio constante, sabendo que o cerco fecharia a todo instante. É como se eu estivesse lá, favela! Vendo a natureza me abraçar, perante os delinquentes abri a mente. Ser do ar, gela o calor de quem? Concentre com o pensamento frio, sempre um passo à frente. Segue insano, é outro plano, porque não sou vidente, infelizmente meus olhos veem perante o escuro. Me sinto só em meio às grades e muros lapidam ódio no meu mundo, pen- duram pessoas no pescoço da pátria; A vida de um menor “Vagabundo” FaveBala é poesia, quando os cana chia é obscuro, pros menor às vezes essa é a saída. Selva de pedra grita pelo consumo, se escuta as teorias do oculto que me cerca. Estudo a livraria do mundo que me sequestra. Da sabedoria cria um tempo só para ela dependendo da fissura não atura a venda é certa. Inocência tirada pelo sistema da favela. Alex “Mc Taík” D’Morais Centro Cultural Lá da Favelinha / Aglomerado da Serra Redução da maioridade penal: solução real ou faz de conta enganoso? / Debatedor 32