Chicane Motores Vol. 3 (mensal) | Page 84

ANALISE | GP da argentina ´ A Argentina recebeu até agora a melhor prova desta temporada do MotoGP. Teve todos os ingredientes que são necessários para os fãs: suspense, drama e Valentino Rossi. Marc Márquez tinha a hipótese de chegar à liderança do mundial, depois de ter dado uma lição do GP das Américas, mas a verdade é que 2015 tem sido um melhor ano para The Doctor. Valentino Rossi Começamos pelo vencedor da corrida. Rossi já tinha avisado que iria utilizar o pneu extra duro para a corrida, ou seja, mostrou o jogo ainda antes deste ter começado. A sorte também andou de mão dada com o italiano: o sol brilhou na tarde argentina e a temperatura aumentou, Rossi não caiu com o toque de Iannone na primeira curva da primeira volta, nem caiu no toque de Márquez na sua roda traseira, quando este se deixou levar pela derrota, Mas é assim a vida de um campeão, a sorte acompanha os audazes! Recuperar tanto tempo para os concorrentes e ultrapassar 4 pilotos, os melhores que existem no pelotão, é ser audaz, ninguém o pode negar. No final da corrida, Rossi parecia que tinha ganho a primeira corrida da carreira, isto para um “dinossauro” do MotoGP. O italiano não está velho, está maduro e sabe o que quer. Marc Márquez A jogada de alterar a estratégia já na grelha do GP da Argentina não correu bem. A temperatura da pista estava a aumentar e mudar para pneu duro, sabendo de antemão que o principal concorrente no campeonato não iria mudar a sua estratégia, foi corajosa, mas não lhe valeu de muito. O chefe de equipa da Honda afirmou que Márquez cometeu um erro, o toque em Rossi, mas não referiu o outro erro que ele e/ou a equipa cometeu. Enquanto Rossi preferiu ter pneu para a corrida toda, Márquez estava à espera de ter uma vantagem significativa para os demais durante a corrida, para poder estar à vontade no final das 24 voltas ao traçado argentino. O ano passado em Aragón, o piloto da Honda também fez mal as contas à durabilidade dos pneus macios à chuva e acabou por desistir da corrida com uma queda, dando a vitória a Lorenzo. Desta vez, fez mal as contas aos pneus e à distância entre a frente da sua Honda e a traseira da Yamaha. Bem pode estar chateado com ele próprio. Volto a afirmar, que na minha opinião foi pior a mudança na estratégia, que o toque que originou a sua queda. Andrea Dovizioso Vou contar um segredo: depois de Valentino Rossi, que é mesmo o meu “amor” no MotoGP, Andrea Dovizioso é a minha “paixão”. Esclarecendo isso, já sabem que vou ser tendencioso… ainda bem porque não o tenciono esconder! “Dovi” (acho que depois de afirmar que ele é a 84 | Chicane Motores