Capitalismo e população mundial | Seite 86

 Dentre as medidas referidas ao longo destas notas visando uma relação mais razoável entre o homem e a natureza, uma das menos faladas é a redução do consumo e do desperdício nas nações desenvolvidas. Recentemente um grupo de 23 cientistas elaborou um relatório intitulado Pessoas e o planeta, publicado pela Royal Society, como subsídio para as discussões da Conferencia Rio+20, das Nações Unidas, em 2012, que vai nesta direção. Nesta conferência foi destacada a necessidade de se adotar o “desenvolvimento sustentável”. Acontece que os países ricos, se assumiram compromissos para chegar às metas preconizadas, não as cumpriram. A experiência histórica indica que uma redução forte e generalizada do consumo destes países, a partir do século XX, só ocorreu quando das guerras mundiais I e II. Afora isso, catástrofes naturais e limitadas têm imposto reduções temporárias sobre o consumo de tal ou qual bem, mas logo de seu término, mais cedo ou mais tarde, os níveis de consumo e desperdício voltam ao nível anterior. Porém, com as armas desenvolvidas nos dias de hoje, seria uma loucura pensar que guerras mundiais poderiam ser uma solução. Entretanto, cumpre não esquecer que o próprio capitalismo já produziu situações que levaram a tais catástrofes, aqui incluído o uso de bombas atômicas contra populações civis e que o complexo industrial-militar de tais países continua poderoso. 84 Capitalismo e população mundial