Dentre as medidas referidas ao longo destas notas
visando uma relação mais razoável entre o homem
e a natureza, uma das menos faladas é a redução do
consumo e do desperdício nas nações desenvolvidas.
Recentemente um grupo de 23 cientistas elaborou
um relatório intitulado Pessoas e o planeta, publicado
pela Royal Society, como subsídio para as discussões
da Conferencia Rio+20, das Nações Unidas, em 2012,
que vai nesta direção.
Nesta conferência foi destacada a necessidade de se
adotar o “desenvolvimento sustentável”. Acontece
que os países ricos, se assumiram compromissos para
chegar às metas preconizadas, não as cumpriram.
A experiência histórica indica que uma redução forte
e generalizada do consumo destes países, a partir do
século XX, só ocorreu quando das guerras mundiais
I e II. Afora isso, catástrofes naturais e limitadas têm
imposto reduções temporárias sobre o consumo de
tal ou qual bem, mas logo de seu término, mais cedo
ou mais tarde, os níveis de consumo e desperdício
voltam ao nível anterior.
Porém, com as armas desenvolvidas nos dias de
hoje, seria uma loucura pensar que guerras mundiais
poderiam ser uma solução. Entretanto, cumpre não
esquecer que o próprio capitalismo já produziu situações que levaram a tais catástrofes, aqui incluído o
uso de bombas atômicas contra populações civis e
que o complexo industrial-militar de tais países continua poderoso.
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Capitalismo e população mundial