ção que, cada um à sua maneira, tem suas próprias
leis de reprodução da população humana.
O modo capitalista de produção não constitui exceção. O regulador principal neste caso é a produção de um exército de reserva adequado que lhe
permita aumentar a taxa de lucro ou, mesmo
que seja na contramão, frear ou reduzir a velocidade da sua queda. Seja ele um exército nacional
ou internacional.
Vale notar que aqui aparece outra divergência entre
nossa abordagem e a de T. Piketty. Este autor considera a reprodução da população como uma variável
independente (O capital do século XXI, p. 11, 12, 18,
77), enquanto aqui observamos que, no longo prazo,
ela é dependente e dialeticamente vinculada à reprodução do capital.
Os riscos para a sobrevivência da humanidade, se
continuar a lógica que vem determinando o crescimento da população, da produção de energia, de
alimentos e do consumo nos países mais desenvolvidos, estão identificados por fontes as mais diversas.
Como vimos, o desenvolvimento do capitalismo vai
no sentido de reduzir a taxa de reprodução da população. Se o problema fosse somente este e supondo
que tal modo de produção pudesse desenvolver-se
linearmente, que o tempo para fazê-lo, a desigualdade que tal desenvolvimento provoca e a agressão
ao meio ambiente não fossem dramáticas restrições,
ele poderia evitar um crescimento populacional
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Capitalismo e população mundial