até o momento do início da Conferência o assunto se
tornara efetivamente um tabu” (Weisman, p. 105).3
As divergências entre os “controladores populacionais” e os países em desenvolvimento, que viam no
crescimento populacional um fator econômico positivo, eram grandes. Estes apontavam o consumo
excessivo dos países ricos como os responsáveis
pelo problema, as feministas defendiam direitos
e oportunidades iguais. “No fim, a racionalidade
prevaleceu e qualquer acordo seria sem sentido
com a ausência do país mais poderoso e poluente
do mundo. O pacto foi diluído para acatar as exigências americanas e, na véspera do fim da Eco-92, o
presidente Bush chegou ao Rio. “O modo de vida
americano não é negociável”, disse ele, ao se dirigir
ao público”.4 Fecha o pano de boca.
Mais recentemente, a Nasa divulgou um estudo
dizendo “... que o fim da civilização ainda pode ser
evitado, desde que ela passe por grandes modificações. As principais são controlar a taxa de crescimento populacional e diminuir a dependência por
recursos naturais – além disso, estes bens deveriam
ser distribuídos de modo mais igualitário”.5
Ainda mais recentemente, foi anunciado que a China e os
EUA chegaram a um acordo sobre as mudanças climáticas
em 12/ 11/ 2014.
3 Weisman, Alan. Contagem Regressiva, São Paulo: Texto, p. 105.
4 Ibidem, p.107.
5 O Globo, 19/03/2014, p. 32.
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Capitalismo e população mundial