Café com BlackBerry Edição 2, Julho 2013 | Page 19

Era algo que estavam trabalhando há algum tempo após o lançamento do Z10, porém acabou que morrendo na praia e vão jogar o projeto fora no lixo. O CEO ainda pede que os fãs continuem apoiar a plataforma em seu estado atual. “Foi uma decisão muito difícil a ser feita. Nós poderíamos ter lançado o BlackBerry 10 para o Playbook, porém a experiência não seria a mesma encontrada hoje no Z10, Q10 e Q5 (smarts lançados com o BB10) e viriam muitas reclamações. Mesmo tendo quebrado um comprometimento com os nossos usuários, nosso comprometimento maior e mais antigo é com a qualidade dos nossos produtos e serviços. Peço desculpas por não ter conseguido! disse Heins” Na minha visão de Computação Móvel, seria preciso uma melhoria substancial do OS do Playbook trazendo uma versão otimizada dos principais recursos do BB10 para rodar bem no tablet, já que o 1GB de RAM do Playbook pode não vir a rodar tão bem como nos smarts BB10 de 2GB. Falo isso pois a Canonical já mostrou seu sistema operacional Ubuntu Phone OS para smartphones e tablets, fazendo uma verdadeira conversão de computação móvel do seu OS que estará presente em TVs, Desktops, Smartphones e Tablets. Mas infelizmente é um mercado que a BlackBerry não deu e não dará certo, tendo em vista de que seus principais produtos são os Smartphones e seus servidores corporativos, entre outras ferramentas. Com isto podemos afirmar com tristeza que é o fim do Playbook que deve apenas receber alguma atualização de pequeno porte com bug fixes e nada mais. Infelizmente não temos como esperar melhorias substanciais no OS 2.1. Futuro dos Tablets BlackBerry Em Abril durante uma entrevista, o o CEO Thorsten Heins comentou que em 5-10 anos não vê utilidade em se ter um tablet no mercado corporativo. “Em cinco anos eu não acho que vai haver uma razão para ter um tablet! Talvez uma tela grande na sua área de trabalho, mas não um tablet como tal. Os próprios Tablets não são um bom modelo de negócios.” O objetivo da BlackBerry é transformar a experiência tablet para que eles não precisem funcionar em um OS separado. Em vez disso, eles poderiam potencialmente confiar um smartphone BlackBerry para atuar como o cérebro do dispositivo. O tablet poderia ser uma tela maior, sem a necessidade de um OS próprio. “Em cinco anos vejo a BlackBerry como lider absoluto em computação móvel -- este é o nosso objetivo” Ao contrário do que os haters comentam, a BlackBerry não ignora o mercado de tablets, porém tem uma visão diferenciada para o futuro móvel. “A indústria ficou presa no termo Tablets”, Heins disse, acrescentando que, apesar de seus comentários anteriores, ele vê um papel mais importante com dispositivos de maior tela. “Nós queremos criar algo que seja fácil de usar.” Diantes dos últimos acontecimentos, não deveremos ter um tablet BlackBerry em pelo menos 2 anos. A empresa irá lançar além outros smartphones, vários modelos de phablets com tela maior e trabalhar mais na eficiência da computação móvel trazendo o BlackBerry 10 a um nível elevado em comparação aos concorrentes. E você viciado em BlackBerry, quais suas expectativas para o futuro dos Tablets BlackBerry? pag. 19