Caderno de Resumo do III SIICS Caderno de Resumos do III SIICS | Page 534

Página | 534 Resumo da Mesa-Redonda COMUNIDADE DO CAJUEIRO: OS SEM FLORESTAS, UMA LUTA PELA VIDA Alexandre Moura Lima Neto 98 alexandrenetoadv@hotmail.com Klisman Lucas de Sousa Castro 99 klismanlucas1995@gmail.com Mickael dos Santos Costa 100 mickaellcosta@gmail.com Orientadora Profa. Dra. Conceição de Maria Belfort Carvalho 101 cbelfort@globo.com UFMA - Mestrado em Cultura e Sociedade RESUMO: A cidade de São Luís tem sido marcada historicamente por uma desigual distribuição de renda econômica, disputas por territórios e exclusão social. Essa tensão é fruto da falta de investimentos, tais como em saúde, infraestrutura, turismo sustentável e educação, quer pela má gestão política, quer pelas ações que combinadas às políticas de desenvolvimento típicas do capitalismo não eliminam os determinantes das desigualdades. Essas situações já são percebidas no território maranhense, em especial na Comunidade do Cajueiro situada na Zona Rural II da Ilha, e desde os idos de 2014, vem sofrendo ameaças de deslocamento compulsório e ao potencial paisagístico e cultural. Dada a relevância do cenário sócio político da Comunidade, recorreu-se a meios lúdicos como forma de conscientizar a população diretamente atingida, sobretudo crianças e adolescentes, despertando-os para a reflexão sobre os impactos da implementação do terminal portuário naquela Comunidade. Para tanto, utilizou-se o espaço físico da U.E.B. Manuela Varela, com a exibição do filme “Os Sem Florestas” (que trata da construção de uma cidade nos arredores da floresta, onde os animais são tratados como invasores, pragas e da dicotomia entre progresso humano e preservação ambiental). De forma geral, objetivou-se sensibilizar para a noção de cidadania os alunos de 7 a 12 anos daquela escola, incentivando-os a relatarem suas próprias vivências ligadas ao racismo, desigualdades sociais e violências a partir do filme. Estimulou-se círculos de diálogos para promoções de ações antirracismo, desigualdades sociais e violência, onde os alunos elaboraram uma carta de reinvindicação com os seus anseios como forma de assegurar cumprimento de seus direitos e garantias fundamentais. A partir da reflexão filosófica sobre o filme, notou-se que houve uma sensibilização dos espectadores para o esclarecimento acerca do fenômeno social (deslocamento compulsório e destruição de patrimônio material e imaterial) vivenciado pelos moradores daquela comunidade e temas como ocupação irregular dos humanos, extermínio de florestas e animais. Estimulou-se o desenvolvimento crítico das crianças e adolescentes acerca dos impactos advindos da implantação do Porto São Luís na Comunidade do Cajueiro. O filme foi exibido para mais de 80 crianças, professores e diretora daquela Instituição. Participaram ainda, além dos autores, docentes e discentes do PGCULT e da UFMA. Bem como, os Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade – PGCult – UFMA; Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade – PGCult – UFMA – bolsa de fomento CAPES; 100 Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade – PGCult – UFMA – bolsa de fomento FAPEMA; 101 Professora Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). É professora do Departamento de Turismo e Hotelaria da UFMA e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCULT/UFMA), na Linha de Pesquisa Cultura, Educação e Tecnologia. 98 99