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A comunidade de monges se reuniria na Casa do Capítulo, para leitura em voz alta dos capítulos
do livro de regras e da Bíblia e assim discutir questões relativas ao Mosteiro e seus habitantes o
Highway era o único caminho para
ir-se de Miami às ilhas Key, Edgemon e
Moss acharam que isso faria com que
os claustros se tornassem uma grande
atração”, conta Gregory Mansfield,
ministro da congregação que fica
ao lado da Igreja Episcopal de San
Bernardo de Claraval. Mas quando
a autoestrada U.S. 1 foi construída,
“eles se viram de repente entalados
com uma atração turística localizada
num caminho por onde os turistas
não passavam”, acrescenta. Com
isso, perderam tudo nesse acordo e
acabaram vendendo os claustros à
Igreja Episcopal por um preço muito
inferior ao custo original. Atualmente,
as estruturas são estudadas por muita
gente – de artistas e historiadores a
escritores e arquitetos. Esses últimos
se deixam fascinar particularmente
pelo fato de encontrar nos claustros
dois estilos arquitetônicos diferentes.
A construção começou em estilo
romanesco, mas alguns monges
que estavam em viagem à França
começaram a apaixonar-se pelo
estilo gótico que era moda naquele
país. “Ao regressar, todos pediam aos
arquitetos que usassem esse estilo”,
conta Mansfield. Mas os arquitetos
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ainda não estavam familiarizados com
o estilo gótico e, por isso, os monges
os mandaram estudar na França. Ao
regressar, eles finalmente terminaram
de montar os claustros – que, do
antigo estilo romanesco que possuíam,
passaram a ter estilo gótico”, explica
Gregory. Se as paredes falassem,
contariam quase 900 anos de histórias.
A área é tranquila e muito popular
entre os artistas locais, tendo-se
transformado também em um local
muito requisitado para a realização
de casamentos. A congregação de
San Bernardo de Claraval é um
reflexo de Miami – é composta
equitativamente por negros, brancos
e hispanos. E, dentre as inúmeras
nacionalidades representadas, estão
a polaca, a iraniana, a fra