Boletim Kappa Crucis KAPPA01 -Primavera-2017 | Page 43

Boletim Astronomico KAPPA CRUCIS ­ No. 1 ­ Primavera 2017 Locais de pouso das missões Apollo e mares lunares abordados e levados pelas equipes de resgate. Transformaram­se em heróis nacionais e também aos olhos do restante do planeta, que parou para acompanhar a aventura lunar pelas TVs rudimentares, com imagens ainda em branco e preto. Enfim, a humanidade, através da missão Apollo 11, realizava o sonho de pisar o solo lunar, e os primeiros humanos dessa aventura deixaram lá, além de suas pegadas até hoje na superfície, uma placa com os dizeres: “Aqui homens da Terra pisaram na Lua pela primeira vez. Nós viemos em paz, em nome de toda a humanidade”. Uma frase que o governo americano rapidamente esqueceu, afirmando pouco tempo depois que a Lua seria daquele que lá chegasse primeiro, passando por cima de um acordo internacional anos antes, que dizia ser de toda a humanidade a exploração da Lua e os benefícios dela. O Brasil foi um dos países que aceitou e assinou o acordo. A missão Apollo 12, que levou mais três astronautas à Lua aconteceu no mesmo ano de 1969. E, apesar do acidente que impediu os astronautas da Apollo 13 descerem na Lua em 1970, evento retratado no brilhante filme “Apollo 13” de 1995, dirigido pelo diretor Ron Howard (Oklahoma, 1954) e estrelado pelo ator Tom Hanks (Concord, 1956), mais quatro missões tripuladas bem sucedidas ocorreram nos anos de 1971 (Apollos 14 e 15) e 1972 (Apollos 16 e 17). Depois o homem não mais voltou à Lua... Os motivos para isso são políticos e técnicos. O governo americano, que uma década antes em meio à Guerra Fria, conseguiu todo o apoio que precisava para o seu programa espacial, não encontrava mais argumentos para manter os altos gastos com o programa, o que se complicou porque o país se ­ 39 ­ envolvera na Guerra do Vietnã (1959­1975), que resultou em muitas mortes e em uma dramática derrota estadunidense. Além disso, como a Lua apresenta para muitos no governo apenas a possibilidade de exploração de minérios, do ponto de vista técnico, era muito mais barato enviar sondas, missões não tripuladas, para o satélite do que missões tripuladas. Hoje o governo americano, apesar de ter se envolvido em duas guerras imperialistas no Afeganistão e no Iraque, em que pilharam as economias daqueles países e que resultaram em gastos exorbitantes e perdas humanas consideráveis, encontra menos dificuldades em expor argumentos favoráveis a um maior investimento no programa espacial, e já se fala em retornar à Lua ou, naquele que é o projeto mais ambicioso da história da astronáutica, chegar a Marte e começar a explorar e depois colonizar o planeta vizinho. Por fim, o programa Apollo foi substituído pelo projeto do ônibus espacial. O orçamento O "Moon Walk" original