Uma ilha tropical , que deveria ser um espaço paradisíaco , está transformada num local de subjugação , tortura e morte .
As personagens não têm direito a nome próprio , sendo apenas designadas pela função que exercem ( o oficial , o comandante , o soldado ) ou pela condição a que estão sujeitos ( o condenado ) ou ainda alguém que é um elemento externo de visita à ilha ( o explorador ).
É pela perspetiva da personagem principal , um explorador , “ imbuído de filosofias europeias ” que o narrador nos tece o relato da vida inusitada a que estão sujeitos os habitantes insulares .
Mais do que uma ilha , uma máquina é o centro da ação despertando nuns o fascínio , noutros o terror .
Obra recomendada pelo Plano Nacional de Leitura ( PNL2027 - 2021 1 .º Sem . - Cultura e Sociedade - Literatura - dos 15-18 anos - maiores 18 anos – Fluente ).
Lina Correia ( Professora do Grupo Disciplinar de Português )
E SE EU NÃO PUDER DECIDIR ? E se eu não puder decidir ?: Saber escolher no final da vida de Lucília Nunes Editora : Fundação Francisco Manuel dos Santos Edição : 1 .ª ed . Ano de Edição : 2020 Páginas : 146 , [ 4 ] p . Coleção : Ensaios da Fundação ISBN : 978-989-9004-22-1 N .º de registo : 12081 Cota ESJAC : 17 NUN
Ao longo dos tempos , lidamos com a morte de forma mais próxima ou , como atualmente , de forma bem distanciada .
Por que será fácil a compreensão ética da liberdade de escolha , mas a implementação do consentimento livre e esclarecido tão penoso ? E se eu não puder decidir ?
Lucília Nunes , neste ensaio , leva-nos a ponderar a melhor forma de decidir , levando sempre em conta o sentir do doente em fase terminal : “ Aquele que sofre tem algo a ensinar ”, diz a autora . Há que dar a palavra aos objetivos , valores e crenças dos doentes . Não fazer apenas por haver possibilidade técnica de prolongar a vida por obstinação terapêutica ( distanásia ).
Entre eutanásia e distanásia , um ponto de equilíbrio nas questões de fim de vida será o dos cuidados paliativos – não se trata de apressar ( eutanásia ) ou prolongar ( distanásia ).
Quatro pilares merecem consideração : controlo de sintomas ; controlo de dor ; comunicação e apoio à família ; e interdisciplinaridade ( trabalho de equipa ).
Vale muito a pena este ensaio editado pela FFMS , cujo lema é : “ pensar livremente ”.
Edite Azevedo ( Professora do Grupo Disciplinar de Filosofia )