Bibliotecando nas Bibliotecas Comunitárias Único | Page 156

UM NOVO VELHO Aquele estéril Jaguaribe de outrora Tido como maior seco do mundo Mormente corre perene e profundo E a sua velha ribeira não mais chora Corre em ritmo não mais intermitente Levando riqueza a todos recantos Secando lágrimas de um velho pranto Libertando um povo antes indigente Regando fartura essa água não cansa Enverdece matas e tabuleiros Nutrindo pomares em seus canteiros Por onde passa levando mudança A indulgente aflição já fora embora O povo em alegria hora se banha A fartura dizimou a cruel sanha Ali de pobreza ninguém mais chora Com águas lamentos foram contidos A alegria ora alimenta a labuta Os rogos e prantos não mais se escuta Ascendem-se nas faces mais sorrisos