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UM NOVO VELHO
Aquele estéril Jaguaribe de outrora
Tido como maior seco do mundo
Mormente corre perene e profundo
E a sua velha ribeira não mais chora
Corre em ritmo não mais intermitente
Levando riqueza a todos recantos
Secando lágrimas de um velho pranto
Libertando um povo antes indigente
Regando fartura essa água não cansa
Enverdece matas e tabuleiros
Nutrindo pomares em seus canteiros
Por onde passa levando mudança
A indulgente aflição já fora embora
O povo em alegria hora se banha
A fartura dizimou a cruel sanha
Ali de pobreza ninguém mais chora
Com águas lamentos foram contidos
A alegria ora alimenta a labuta
Os rogos e prantos não mais se escuta
Ascendem-se nas faces mais sorrisos