O arsenal nuclear no mundo atual
Atualmente, vários países possuem arsenais nucleares. Os Estados confirmados são: Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Israel é amplamente considerado um país com armas nucleares, embora não o confirme oficialmente.
Os números mostram a dimensão do problema. Existem milhares de ogivas nucleares prontas para uso: Rússia com cerca de 5500, Estados Unidos com cerca de 5200, China com cerca de 500 (e a crescer), França com cerca de 290 e Reino Unido com cerca de 225.
A arma mais poderosa já testada foi a Tsar Bomba, com cerca de 50 megatons. Uma única explosão libertou energia equivalente a milhões de toneladas de TNT.
Existe um limite
Apesar da enorme capacidade destrutiva, existem limites ao uso e desenvolvimento de armas nucleares. Tratados internacionais, como o Tratado de Não Proliferação Nuclear, procuram limitar a disseminação destas armas e reduzir o número de ogivas existentes. Nem todos os países seguem estas regras, mas estes acordos contribuem para alguma estabilidade internacional.
Do ponto de vista físico, apenas aumentar a potência das bombas leva-as a deixarem de ser eficientes. A partir de um certo ponto, grande parte da energia libertada dissipa-se sem acrescentar efeitos significativos na sua capacidade de destruição útil, o que reduz a vantagem estratégica.
Por isso, a tendência atual é diferente. Em vez de bombas maiores, os Estados desenvolvem armas mais pequenas, mais precisas e com sistemas de lançamento mais avançados, como mísseis hipersónicos e submarinos nucleares, que aumentam a capacidade de resposta e dificultam a deteção e interceção das bombas.
Neste contexto, o risco nuclear atual depende menos dos limites da ciência e mais das decisões políticas, da estabilidade internacional e da forma como estas tecnologias são geridas.
Este poder nuclear pode parecer estratégico e necessário para o plano militar atual, mas deve ser temido. Deste o seu aparecimento na segunda Guerra Mundial que o seu potencial é terrivelmente respeitado, levando até uma das mentes brilhantes que participou no nascimento da primeira bomba atómica, o génio Albert Einstein, a prever um assustador futuro: “Não sabemos com que armas a Terceira Guerra Mundial será lutada, mas a Quarta será com paus e pedras”, insinuando que, talvez, esta ciência possa mesmo estar a chegar ao seu limite, acompanhada com um colapso da humanidade.
O Relógio do Apocalipse
Para avaliar esse risco, cientistas criaram um símbolo. O Relógio do Apocalipse foi criado em 1947 pelo Bulletin of the Atomic Scientists, um grupo fundado por investigadores envolvidos no desenvolvimento das primeiras armas nucleares. O objetivo era alertar a sociedade para os perigos associados ao uso desta tecnologia.
O relógio representa a proximidade de uma catástrofe global. A meia-noite simboliza o colapso da civilização, enquanto os minutos e segundos indicam o nível de risco percebido pela comunidade científica. Quanto mais próximo da meia-noite, maior o perigo global.
Os fatores analisados incluem guerras nucleares, alterações climáticas e tecnologias emergentes com potencial risco global, como inteligência artificial, biotecnologia e sistemas autónomos. Estes elementos são avaliados em conjunto, uma vez que podem interagir e amplificar os riscos existentes.
A decisão de ajustar o relógio é feita por um painel de especialistas em ciência, segurança e política internacional. Não se baseia apenas em eventos isolados, mas numa análise global das tendências e da estabilidade internacional.
Em 2026, o relógio foi ajustado para 85 segundos da meia-noite, o valor mais próximo de sempre, refletindo o aumento das tensões nucleares, a modernização dos arsenais, conflitos entre grandes potências e o avanço de tecnologias com impacto global.
Este valor não prevê o futuro de forma exata. Funciona como um indicador simbólico que sintetiza informação científica e política complexa, com o objetivo de alertar governos e sociedade para a necessidade de reduzir os riscos globais.