Com o aproximar do fim do ano letivo, chega o derradeiro número de 2026 da nossa revista. Em jeito de balanço, o ano foi cheio de ideias, pleno de aprendizagem e de trabalho. Nunca tínhamos tido na nossa redação um número tão grande de colaboradores. Começando nos alunos da nossa escola, que cada vez são mais, e juntando aqueles que passaram por aqui em anos anteriores, e que nunca nos deixam verdadeiramente, a sala de redação da atómica já não tem cadeiras que cheguem para todos. Mas como nunca nos atrapalhamos e somos daqueles que gostam de resolver problemas, fazemos rapidamente aparecer mais lugares.
Foi de um bom brainstorming que nasceu este número oito. Como há sempre alguns de nós com a cabeça a vaguear pelo espaço, exploramos a vida extraterrestre e falamos com um astronauta (por enquanto, só por um dia, mas quem sabe...?). Depois partimos a alta velocidade, cortando o vento em comboios, essas maravilhas da engenharia. Para aquecermos, provamos a química do picante, antes de repousarmos os olhos no percurso de valorosas mulheres cientistas. Ficamos também a conhecer José Fragata, especialista em cirurgia cardiotorácica, e seguidamente, com olhos postos no futuro, investigamos o potencial dos órgãos sintéticos. Voltamos a ativar a imaginação com a evolução especulativa: que cenários futuros nos possibilita a biologia? E rapidamente colocamos os pés na terra, quando abordamos a física da destruição e tentamos perceber as bombas atómicas e as consequências do desenvolvimento de arsenais nucleares. Estaremos perto da destruição? Terminamos com um confronto: que diferenças existem entre o funcionamento de um cérebro humano e de um cérebro digital?
Da vastidão do cosmos aos mistérios do cérebro, este número lembra-nos que a ciência vive das perguntas. E felizmente, ainda há muitas por fazer.
Elvira Sacramento