atómica maio de 2025 | Page 28

Dia calmo no sol? Nunca!

As manchas solares são regiões da fotosfera mais frias (ainda que estejam a milhares de graus Celsius) e aparecem na superfície solar como manchas escuras. Estão associadas a fortes campos magnéticos e surgem em ciclos de cerca de 11 anos. Um ciclo solar é medido pelo número de manchas solares: mais manchas, mais atividade.

Além disso, há erupções solares e ejeções de massa coronal (CME), verdadeiras explosões que lançam enormes quantidades de plasma e partículas energéticas no espaço. Quando essas partículas atingem a Terra, podem interferir com comunicações, satélites e redes elétricas. No entanto, também são responsáveis pelas belas auroras que surpreendem quem se encontra a uma latitude extrema.

A radiação solar aquece a Terra, criando assim os ventos, o ciclo da água e, mais importante, a fotossíntese — processo através do qual as plantas produzem oxigénio e matéria orgânica. Toda a cadeia alimentar começa com a energia solar.

O Sol também influencia o ciclo circadiano dos seres vivos (o famoso “relógio biológico”) e a saúde humana (regulação de vitamina D, entre outros).

O dia em que o sol se reforma

Neste momento, o Sol está a meio da sua vida. Estima-se que tenha cerca de 4,6 mil milhões de anos e deverá viver mais cerca de 5 mil milhões de anos antes de se transformar numa gigante vermelha.

Nessa época, o Sol expandir-se-á enormemente, engolindo os planetas mais próximos, incluindo Mercúrio, Vénus e, talvez, a Terra. Depois, expulsará as camadas exteriores, criando uma nebulosa planetária e o núcleo restante tornar-se-á uma anã branca.

Fim de viagem

Ao longo deste artigo, viajámos da serenidade da Lua à turbulência do Sol. Dois astros muito diferentes, mas igualmente fascinantes, que há milénios alimentam a curiosidade humana. Porque, no final das contas, o Universo não é mais do que um vasto espaço onde a luz e a escuridão se encontram numa dança perfeita.◼️