Não, não somos os únicos a olhar o céu!
Desde os primórdios da humanidade, o céu tem sido um palco de maravilhas e mistérios. Entre todos os corpos celestes, dois astros sempre se destacaram na atenção e na imaginação humana: o Sol e a Lua.Presentes em mitos antigos, poemas, calendários e orações, o Sol e a Lua são muito mais do que apenas fontes de luz ou contadores de tempo. São astros que marcam o ritmo da vida na Terra, influenciam culturas, inspiram artistas e guiam navegadores. São também objetos de fascínio científico, que despertam o desejo de compreender o Universo e o nosso lugar nele.
Este artigo é um convite para ir ao encontro desse fascínio — não com os olhos de quem apenas observa, mas com a curiosidade de quem deseja saber mais.Em dois atos distintos exploramos cada um destes astros. Começamos pela Lua, satélite do nosso planeta, para depois nos voltarmos para o Sol, a nossa estrela favorita.
A LUA
Face visível e face oculta
Mesmo que não a consigamos ver, sabemos que ela está lá. E em dias de Lua Cheia, sem nuvens, brilha em todo o seu esplendor e mostra-nos toda a sua face visível, que para nós, no planeta Terra, é sempre a mesma. O outro lado da Lua, a sua face oculta, foi vista “ao vivo” por uns poucos privilegiados: os astronautas que voaram a missão Apollo 8 foram os primeiros, em 1968. Seguiram-se outros, os que voaram as missões Apollo 10 a Apollo 17, num total de 24 sortudos aventureiros. Atualmente há várias fotos da face oculta da Lua, feitas por várias sondas.
Mas por que razão a Lua nos mostra sempre a mesma face?
Bom, a Lua roda sobre o seu próprio eixo enquanto também se move à volta da Terra e dado que o seu período de rotação e translação são iguais, isso quer dizer que roda uma vez sobre si própria durante uma órbita completa. Desta forma, a face da Lua voltada para a Terra é sempre a mesma!
Montanhas, crateras e mares
Quando observamos a Lua a olho nu, com binóculos ou, melhor ainda, com um telescópio, uma coisa salta à vista: há zonas da superfície da Lua mais claras e outras mais escuras. Também se conseguem observar crateras e outros relevos.
As zonas mais escuras da Lua são os chamados mares, assim nomeados por se ter acreditado, no passado, que continham água. Na verdade, não há água líquida na Lua, já que esta, exposta à radiação solar, rapidamente sofre um processo de fotodissociação e é expelida para o espaço. A água que lá existe está sob a forma de gelo e pode ser encontrada principalmente nos polos Norte e Sul, em crateras e fendas, bem escondida do Sol. Os mares da Lua são zonas vastas de lava basáltica solidificada. Sim, em tempos a Lua teve vulcões ativos!
Quanto às zonas mais claras são, geralmente, mais elevadas do que as zonas mais escuras, daí serem chamadas montanhas. Contêm rochas magmáticas denominadas anortositos, formadas essencialmente por plagioclase.
As crateras de impacto são uma característica do nosso satélite. A atmosfera lunar é extremamente ténue, podendo ser considerada inexistente. Não havendo qualquer proteção, os impactos de meteoritos, cometas ou asteroides são visíveis aos milhares na superfície lunar.Para explorar o nosso satélite, em modo digital, convidamos os leitores a visitar um mapa interativo da Lua: https://moon.nasa.gov/observe-the-moon-night/resources/moon-map/
SOL e LUA
Um duo dinâmico
António Bento e Elvira Sacramento