Anayde- Revista de Cultura Feminista Out.2017 | Page 71

V ivemos tempos de consumo de- senfreado. Cada vez mais pessoas con- somem mais do que precisam e termi- nam com vários dos tão chamados “elefantes brancos” presos em seus armários. Enfim chega aquele período de desapego e lá se vão roupas pratica- mente novas, muitas ainda com eti- queta, para o infinito e além. Várias destas peças vão terminar neles: os brechós. A palavra vem de Belchior, comer- ciante espertíssimo do Rio de Janeiro, que, no século XIX, resolveu vender roupas de segunda mão. Não demorou muito para que todos os estabeleci- mentos que vendessem peças usadas fossem chamados de brechó em uma alusão a seu nome.