Afroturismo: A Jornada pela Cor da Nossa História Maio 2026 | Page 9

SF: A startup menciona uma atuação 360º. Como vocês equilibram a oferta de

experiências para o turista final (B2C) com os treinamentos antirracistas e

consultorias para empresas do setor (B2B)?

Carlos: Desde o início, entendemos que o impacto real do afroturismo não aconteceria apenas na

ponta da experiência turística.

Era preciso atuar também nas estruturas do setor.

Por isso a Diáspora.Black desenvolveu uma atuação que chamamos de 360º.

De um lado, conectamos viajantes a experiências autênticas conduzidas por anfitriões e guias locais

negros. De outro, trabalhamos com empresas, destinos e instituições oferecendo formação

antirracista, consultorias de diversidade e processos de curadoria cultural.

Essas duas frentes se retroalimentam. As experiências práticas nos territórios geram

aprendizado e legitimidade para o trabalho institucional, enquanto as consultorias ajudam a

abrir espaço para que essas narrativas e empreendedores negros sejam incorporados de

forma mais estruturada na indústria do turismo.

Bloco2: Atuação 360º